Ananda Carvalho

07/02/2019
 
A Sétima Arte em primeiro lugar
 
Quem me conhece, sabe que eu sou apaixonada por cinema, desde clássicos como "Casablanca", "Quanto mais quente melhor", os filmes de Felini (ultimamente comecei a ver Bergman, ninguém nunca entrou tão rápido na minha lista de diretores preferidos), a praticamente todos os filmes da Disney, incluindo Marvel. E eu acho incrível com o cinema é uma arte que une praticamente todas as artes. Literatura, artes cênicas, fotografia, maquiagem, coreografia, música, pintura, animação, computação gráfica, arquitetura, esculturas (no caso de animações stop-motions, que usam bonecos com massas de modelar, exploram mais ainda essa arte específica), e por aí vai. 
 
 É incrível como alguns filmes causam um efeito que a gente não sabe nem como explicar, todo mundo já viu um filme e ficou sem falar uns bons minutos depois que acaba tentando absorver o que viu. As vezes a pessoa se impacta por se identificar com a história, por não imaginar que ia acabar daquele jeito, ou simplesmente por ser um roteiro tão forte que é impossível não se por na situação dos personagens, as vezes por motivos que a pessoa nem entende. 
 
Se eu for pensar em todos os filmes que já me marcaram escreveria um livro aqui. Mas, se eu elegesse os que mais marcaram minha vida, não poderia deixar de citar "As vantagens de ser invisível", "Moulin Rouge", "Canções de amor", "O Fantasma da Ópera". Mesmo sabendo que não são todos os melhores filmes do mundo (O fantasma da ópera até sendo conhecido como um filme que deixa muito a desejar), foram os que até agora mais me marcaram.
 
O cinema é uma arte relativamente nova, surgindo la pelo século XIX, e já evoluiu tanto de lá pra cá, de uma forma impressionante até. Há algumas décadas começou a se fazer filmes coloridos e já chegamos no nível de filmes totalmente computadorizados e animações completamente em 3D. Obviamente a tecnologia evoluiu de uma forma geral nos últimos séculos e principalmente nas últimas décadas, mas a forma que foi usada pra arte é realmente  impressionante. 
 
Já vi algumas pessoas dizendo que não gostam muito de ver filmes mais antigos por acharem “parados’’, ou com restrições, mas convenhamos depois de ver filmes como, "Quanto mais quente melhor", "Persona", "Casablanca", "A Doce vida", "Rocco e seus irmãos", é simplesmente impossível pensar isso. Chega a ser chocante pensar que filmes lançados entre os anos 40 e 60 se fossem lançados hoje em dia, seriam considerados fortes até demais, ou com indicação mais 18 por lidar com assuntos tão delicados. 
 
Com mais uma etapa do cinema vindo aí, com de serviços de Streaming, e filmes sendo lançados diretamente na internet, alguns estreando em cinemas apenas para poderem concorrer em premiações, promete ser mais uma grande mudança no mercado cinematográfico. Admito que prefiro ir até um cinema pra ver uma estreia, acho o clima de certa forma é aconchegante e parece que você embarca mais no filme, sentindo a reação das pessoas, mas não ha como negar que é uma grande evolução, filmes lançadas diretamente no seu computador, celular e televisão. Lembrando que essa época de início de ano traz as maiores premiações de cinema, e é uma ótima oportunidade para pôr em dia os melhores filmes lançados no ano passado, alguns que chegaram no Brasil só esse ano então dá pra ver na sala do cinema ainda. 
 
E não ha forma melhor que finalizar esse texto do que com uma frase de Federico Fellini que condiz perfeitamente com o que eu penso sobre essa arte, “O cinema é um modo divino de contar a vida’’