Evandro Borges

08/03/2019
8 de março de suas lutas sociais
 
O dia 8 de março historicamente foi estabelecido em forma  de uma jornada pelas lutas pela igualdade de gênero, de oportunidades, de um tratamento destinado a mulher de modo civilizado e na busca de um equilíbrio na relação humana entre mulheres e homens, em uma vida mais solidária na família, em uma relação de respeito, com dignidade humana, em uma nova convivência em valores fraternais.
 
A História marca a greve americana que as mulheres morreram queimadas em uma fábrica, e a data foi inicialmente marcada pela internacional socialista, adotada pela revolução bolchevique, na Rússia revolucionária e finalmente em 1975 incorporada pela O.N.U. e posto pelos movimentos sindicais no Brasil desde o início do século passado, para tentar humanizar a revolução industrial.
 
A industrialização exigia das mulheres uma jornada de trabalho extenuante, de dezesseis horas, análoga a escrava, pois, as mulheres não desincumbiam da criação dos filhos, das tarefas familiares, com dupla ou tripla jornada de trabalho, conseguindo aos poucos os êxitos com campanhas intensas, por salário igual, pela diminuição da jornada de trabalho, pelos direitos sociais de cidadania.
 
No Brasil no século XIX as mulheres eram proibidas de frequentar a escolas, submetidas ao analfabetismo, o direito ao voto veio com a revolução liberal de 1930, capitaneada por Getúlio Vargas, o divórcio em Lei de 1977, a igualdade ao pátrio poder com o novo Código Civil de 2002, e para alguns segmentos foi ainda mais sofrido.
 
As agricultoras familiares foram reconhecidas como seguradas especiais recentemente, com direito a aposentadoria aos cinquenta e cinco anos, e agora a proposta do novo governo propõe a idade para aposentadoria aos sessenta anos, desconhecendo o trabalho penoso na agricultura, principalmente, no semiárido, com o sol escaldante ou com chuva, e com uma jornada incansável da criação e educação dos filhos e da família.
 
No Rio Grande do Norte a marcos importante das lutas femininas, uma mulher antes do seu tempo foi Nísia Floresta, abolicionista, republicana, educadora, precisou ir para França, pelas perseguições, seus restos mortais foram trasladados pela República, hoje dando o seu pseudônimo ao Município de nascimento, outrora Papary, com sua obra literária devidamente registrada.
 
Outros marcos foi da mulher Mossoroense  Celina Guimarães, o primeiro voto feminino, a primeira Deputada Maria do Céu, da primeira Prefeita Alzira Soriano, mas digna de registro Clara Camarão, a índia vestida de homem participou de lutas pela brasilidade, da escritora Macaibense  Auta de Souza, da revolta das mulheres ou motim das mulheres em Mossoró contra o alistamento militar obrigatório dos homens.
 
Hoje, encontra-se na ordem do dia, a luta contra a violência que se abate com a mulher no ambiente familiar, previsto na Lei denominada “Maria da Penha” e o feminicídio, acontecendo em todo o território nacional em face de homicídio pela condição de mulher, amplamente divulgado na mídia nacional, que devem ser combatidos por toda a cidadania, por mais justiça e dignidade social para com a mulher.
 
Em todo o Estado do Rio Grande do Norte há marcado manifestações, em Natal, na Escola de Governo, com a participação da Governadora Fátima Bezerra e uma série de instituições da sociedade civil, em Mossoró com a participação do Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura e outras organizações locais, no Seridó em Parelhas e na segunda-feira, dia 11 de março será lançado a Marcha das Margaridas no Estado pela FETARN.