Cefas Carvalho

03/04/2019
 
Não se faz política com a lógica do "inimigo do meu inimigo é meu amigo"
 
 
Em conversa com amigos, registrei que é possível ser oposição a Bolsonaro e a tudo que ele representa e também ser contra a política assassina de Israel em relação aos palestinos sem necessariamente apoiar grupos igualmente violentos como o Hamas e nem torcer para atos terroristas dele no Brasil só para ter a satisfação de dizer "Eu avisei".
 
Não se faz política real nem militância ativa com Fla x Flu, com satisfações pessoais, nem na base do "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". E entre o preto e o branco existem 50 tons de cinza.
 
Um dos equívocos da oposição a Bolsonaro é justamente o mesmo cometido pela Direeita: De colocar "certo" e "errado" em um mesmo pacote e paassar automaticamente a elogiar e apoiar aquele que ataca o nosso adversário, sejam quem for.
 
Exemplos: Um conservador que apoia e defende Alexandre Frota por este ser "contra o PT e a Esquerda". Mesmo com Frota tendo um passado e mesmo um presente que não condiz com a pauta conservadora.
 
No oposto, esquerdistas "torcerem" para o Hamas porque Bolsonaro e o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu estão alinhados, é um equívoco ideológico e principalmente intelectual.
 
Fica a dica. O inimigo do nosso inimnigo não é necessariamente meu amigo.