Ananda Carvalho

11/04/2019
 
Sentir saudades até que é bom (pelo menos dos Cine Gibis da Turma da Mônica)
 
Estava esses dias rodando a dona Netflix, quando descobri que existe no catálogo todos os Cine Gibis, animações da Turma da Mônica com um compilado de histórias, e eu decidi rever todos, relembrar um pouco da minha época quando era viciada no clássico do Maurício de Souza, que até hoje eu acho genial. 
 
É até engraçado ver as histórias anos depois, é nostálgico, obviamente, mas, em geral, dá uma visão diferente, creio que como tudo que a gente via, lia na infância e rever anos depois.
 
Eu estava percebendo coisas que eu não havia notado antes, como a quantidade enorme de referências cinematográficas, inclusive um desses Cine Gibis, o 5, se dedica quase inteiro a essas referências, é incrível. A forma que as histórias passam uma mensagem, porém não é algo que soa pretensioso ou que parece que foi feito para dar uma lição de moral, até hoje me encanta, parece que o desenho é muito natural. 
 
Rever essas coisas que marcaram muito a pessoa quando ela é pequena, é algo muito interessante. Vasculhando algumas coisas pelo meu quarto, achei o primeiro livro que li na vida, `O pequeno Nicolau e seus colegas`, conforme eu folheava o livro eu percebi que eu realmente lembrava muito pouco dele e a sensação de ler de uma forma diferente, com uma mente diferente, é muito estranha. 
 
Talvez eu só seja emocionada mesmo, mas eu não consigo não ficar tocada com essas coisas que me remetem a uma época da infância, eu não me lembro de uma vez nos últimos anos que eu não me emocionei vendo a abertura de animes como Pokemon, Dragon Ball, One Piece, Fairy Tail, etc. 
 
E eu fico pensando, eu me emociono com coisas assim sendo tão nova, nesse ritmo quando eu for idosa vou me emocionar até com a abertura dos filmes da Universal ou da Disney. De um forma geral, eu acho muito bom rever essas coisas, e até reconfortante lembrar de um época que você sente carinho, e ver essas coisas é bom até pra perceber como você mudou, já que você faz uma interpretação diferente.