Evandro Borges

10/05/2019
 
Governo neoliberal com propostas destruturantes
 
O governo brasileiro neoliberal extremado cada vez mais avança na desorganização do Estado brasileiro, com a sua política econômica, cuja política não  deu certo na Argentina nosso maior parceiro no bloco do conesul, jogado em uma crise com inflação batendo a casa  dos sessenta por cento, nem em outros países da América Latina, completamente aliados aos Estados Unidos. 
 
O modelo histórico que conseguiu alavancar um processo de desenvolvimento no país foi através das estatais que balisaram a economia, e que trataram de desmoralizar e depois a passos largos privatizaram, inclusive alienando as nossas riquezas como foi o caso do pré-sal, e dos campos de petróleo da Petrobras, a entrega por completa da distribuição de petróleo, com uma política antinacional para os preços de combustíveis, apenando a cidadania.
 
O congelamento dos recursos por vinte anos das dimensões da seguridade, por um governo em que seu chefe, a todo o momento é denunciado judicialmente, não foi o bastante, para sossegar o “rentismo” e seus aliados, pois foi realizada uma reforma trabalhista que pretendia combater o desemprego, no entanto consistiu em apenas reduzir direitos, com a finalidade de baratear a força de trabalho, a custo da indignidade humana.
 
No início do atual governo é encaminhada uma PEC que destrutura a previdência social, colocando muitos dos dispositivos constitucionais para o ordenamento ordinário, ataca os mais vulneráveis como o BPC e os segurados especiais do campo, cria uma previdência de capitalização que não deu certo em lugar nenhum, para favorecer os bancos, aumenta drasticamente a idade de aposentadoria, como é o caso dos professores, alegando o jargão do retorno dos investimentos internacionais.
 
Em seguida veio à paulada na educação com o corte e depois da negativa repercussão, alegam que são apenas contingenciamento nos recursos das universidades, quando de sabe que projeto de desenvolvimento nacional está umbilicalmente ligado ao aporte de recursos para a educação e das universidades, como assim fizeram os tigres asiáticos e fazem os países desenvolvidos do ocidente.
 
As medidas provisórias em vigência ajudam ainda, desestruturar a sociedade civil, atacando o movimento sindical, em face de sua capilaridade e de se mostrar capaz para a mobilização da população, algumas com inconstitucionalidades, já decididas em sede de medidas liminares, contudo, desorganiza a sociedade civil, construída no processo de fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
 
A reforma administrativa promovida não tem horizontes e definições, juntando parcelas do Estado em poucos ministérios, todavia, em face de políticas abominadas nas campanhas eleitorais, dizendo contrária à ética, agora volta ao lume, com a possibilidade de abrir novos ministérios, que foram anteriormente fechados.
 
É preciso que sociedade brasileira faça uma manifestação clara, que saia do marasmo, que se junte a todos os cidadãos de boa fé e democratas, e mostre a contrariedade às políticas de natureza antinacionais, contrário ao desenvolvimento em todas as dimensões, inclusive, que se respeite o meio ambiente e toda a nossa pluralidade e diversidade de origem, étnica, de gênero, geração e de classe.