Evandro Borges

24/05/2019
A UNE e a UBES  insultadas na Câmara Federal
 
A atuação do Ministro da Educação e de alguns Deputados Federais foi deplorável, manifestando toda intolerância, falta de maturidade política, incapazes para as funções que exercem, pois não quiseram ouvir os representantes dos Estudantes, neste momento em que querem “cortar/contingenciar” as verbas da Educação, em uma audiência pública.
O Estado Democrático de Direito inaugurado com a promulgação da Constituição da República, como pilar fundamental do pacto federativo e social deve ser respeitado, como a democracia representativa e a participativa, que andam juntas, consiste em um viés do ordenamento jurídico, com audiências públicas previstas, principalmente nas Casas Legislativas, em todas as esferas do Poder.
 
Conheço pessoalmente Gorki, filho de Joaozinho e Carla Tatiane, ambos, advogados, uma personalidade nascendo para a juventude, com dezoito anos, liderando a mocidade estudantil do Brasil, poucos potiguares estiveram nesta condição, um jovem pacato, afeito ao diálogo, pacífico, mas, de uma capacidade imensa, de liderar, de ouvir e escutar, e respeitar foi ao Congresso convidado pela Comissão de Finanças para ouvir sobre os “cortes da educação” e aberto para sua palavra.
 
Fiquei estupefato, quando as notícias da mídia mostrou um Ministro da Educação dizendo que não queria ouvir os estudantes, representantes da UNE e UBES, colocando os Deputados contra os jovens estudantes presentes no recinto, e tentando coloca-los a força para fora utilizando a Polícia Legislativa, e a resistência de alguns Deputados, tentando assegurar a participação, naquele momento, completamente arranhada, verdadeiramente, “uma vergonha”.
 
No blog da jornalista Thaisa Galvão, informou a situação da aflição da mãe, Carla Tatiane, logo no mês de maio devotado a mãe, advogada, potiguar, “tire a mão de meu filho”, e se dizendo grata pela defesa que o Deputado Federal potiguar, de segunda legislatura, Rafael Mota fez de Gorki, enfrentando a intolerância de forma destemida, merecendo a família toda a solidariedade desta sanha  e da falta de capacidade para o diálogo e pluralidade.
 
Um Ministro completamente estranho a Educação, logo a brasileira, de Anísio Teixeira, de Darcy Ribeiro, de Paulo Freire patrono da educação brasileira, de reconhecimento internacional, inclusive nos EUA, que nos deixou um legado na Educação, uma obra continua voltado para os mais vulneráveis, inclusive com uma experiência em Angicos/RN e contribuição no programa “De pé no chão, também se aprende a ler” em Natal, na época do saudoso Djalma Maranhão.
 
O Ministro da Educação não pode fazer apenas contas aritméticas e contábeis de dinheiro e seus lucros, contudo, precisa conhecer profundamente a educação, uma dimensão privilegiada para o desenvolvimento com sustentabilidade, quando todos os países, mesmo em momento de crise, investe em educação e principalmente na pesquisa, o Brasil padece com a intolerância de um gestor público que deve explicações à sociedade, a cidadania e principalmente a juventude estudiosa.