Andrezza Tavares

23/06/2019
     
Memórias sobre o desabrochar do gosto pela leitura 
 
Por Andrezza Tavares
 
 
     Nesse domingo chuvoso nos ocorreu de revisitar as páginas de nosso diário da infância... O foco do olhar foi para recordações relacionadas às situações e acontecimentos que marcaram a nossa constituição de pessoa que cultiva o gosto pela leitura, pela cultura popular e pela escrita. Nas linhas que seguem apresentamos caracterizações dessa nossa travessia.
 
      Aprendemos a ouvir e a valorizar contações de histórias desde a primeira infância. A mamãe usava esse método para despertar a nossa atenção e na escola, a professora intensificava a conexão, realizando leituras e solicitando interpretações, redações, leituras em grupo, entre outras atividades.
 
      A cada experiência com a leitura e com a cultura oral das estórias populares ou literárias, sempre ficava um ar de curiosidade para saber de onde brotava tudo aquilo que a mamãe, a professora, a vovozinha, e tantos outros atores, contavam. 
 
      É preciso cultivar contextos de acesso ao livro, momentos de leitura e de contação de estórias, pois é nesse rico campo de produção de subjetividades que a criança amplia o seu repertório vocabular, internaliza o significado de palavras, amadurecem o desenvolvimento, entre outras valiosas possibilidades sociais e psicológicas.
 
       No início, os nossos livros eram bastante ilustrados, cheios de desenhos, gravuras e cores. Essa sensação visual, tátil e olfativa nos moveram à autoria de narrativa de estórias para os coleguinhas, para os nossos pais e até mesmo para as bonecas. Esses encontros com diferentes formas de expressão da palavra nos moveram também para o gosto pela escrita.  
 
        A infância é a fase mágica da vida em que o contato com as histórias desenvolvem a curiosidade e despertam o interesse pela leitura do mundo. Os livros são fontes de imaginação em que podemos viajar ao passado, presente e futuro, além de intensificadores dos nossos processos cognitivos. De que forma o período da sua infância o influenciou para se tornar o leitor que você é hoje?