Flávio Rezende escreve sobre o prazeroso mundo da família

28/10/2013

Por: Flávio Rezende

É fato que a valorização das coisas que tem relação com a vida de cada um de nós encontra momentos de pico elevado ou de baixa relevância, de acordo com acontecimentos variados e interesses igualmente múltiplos.

Quando estamos passando por problemas financeiros, de saúde ou nos sentindo deprimidos, geralmente encontramos na família o melhor porto seguro para jogar nossas âncoras e buscar amparo para suprir essas necessidades.

Muitos tem a benção de poder contar com irmãos, pais, tios e primos quando a barra fica pesada, enquanto outros, infelizmente, não tem esse maravilhoso oceano amoroso, muitas vezes por culpa própria, já que é comum o alheamento de alguns do seio familiar, buscando guarita neste meio, apenas nos momentos de dificuldade pessoal.

A obviedade desta introdução termina aqui e, passo a partir deste momento, a compartilhar minha experiência pessoal, no sentido de relatar o meu crescente amor por meus familiares, de uma maneira geral.

Com nossos pais já chegando a idades avançadas e a necessidade de comunicações constantes para tomada de decisões, vou me aproximando cada vez dos manos, sentindo a cada troca de mensagens pelo WhatsApp um amor brotando e as lembranças da infância retornando, todas permeadas de carinho e com reminiscências maravilhosas de um tempo que lançamos esplendoroso olhar.

Começo por Júlio, o mais velho, que influenciou meu destino. Lembro dele morando num pequeno apartamento na descida da Ladeira do Sol, sob o de Henfil, curtindo Led Zeppelin, Pink Floyd, Santana, Janis Joplin e me levando para curtir a Redinha, Mãe Luiza e os jogos do ABC, o que fez com que virasse casaca pois torcia pelo América. Até hoje meu gosto musical e minha identificação com o lado mais alternativo da vida, devo a Júlio, sem esquecer a paixão pelo Flamengo, que ele plantou em meu coração.

Já Leila, tendo ido morar muito jovem em Brasília, guardo a forma sempre carinhosa de tratar todos os assuntos, sua meiguice, uma espécie de mãe, de pessoa confiável e de agradável companhia.

Fernandinho era o empreendedor de minha infância. Mantinha uma boutique em seu quarto e sempre me tratou como um filho. Temos afinidades espirituais e lembro dele envolvido com o estudo dos extraterrestres, assunto que também me influenciou bastante. É de uma generosidade incrível, estando imediatamente pronto para dar sua colaboração quando necessário.

Lila era a estudiosa, quieta e, hoje, um vulcão de energia no sentido de curtir a vida. Explora todas as possibilidades de diversão e de alegria, compartilhando largos sorrisos e dando renovado exemplo de maternidade, estando com as crias sempre sob as asas e conduzindo as princesas Marinna e Marianna para os quatro cantos da vida. Temos graciosa amizade, sempre pontuada por risadas e troca de informações.

Jorge, o mais novo, é um ser que gosto muito. Quando menino era uma pilha, agora mais velho e pai amoroso, é um elogiado profissional da odontologia, travando com ele constantes diálogos sob questões metafísicas e, tendo a oportunidade de tê-lo a meu lado em ações da Casa do Bem, seja como colaborador, seja como eventual voluntário. Gosto muito dele também.

Esse amor que sinto por todos os meus irmãos, aprofundado, renovado e amplificado cada vez mais, encontra parentesco no mesmo que sinto por minha esposa, filhos e pais. É na família que devemos cultivar os valores humanitários, éticos e religiosos que aprendemos na universidade da vida.

Lendo com atenção os ensinamentos do educador e mestre espiritual indiano Sathya Sai Baba encontro constantes referências a importância da família para o equilíbrio pessoal e planetário. Sou feliz por ter em todos os quadrantes da minha, o amparo, o carinho, a mão amiga e a palavra amorosa.

E pela acolhida e companhia constante, agradeço aqui publicamente aos manos, filhos, esposa, pais e demais familiares, toda essa emanação que me fortalece e proporciona as bases para que possa desenvolver dentro do meu ser, o amor necessário para poder fazer parte do mundo, como um ser produtivo e positivo.

Fonte: Flávio Rezende