Luiz Larcerda: "Governo poderia gerar empregos com obras de infraestrutura"

03/02/2016

Por: Redação PN
Foto: Arquivo PN
O Sr. tem identificação com Macaíba. Sobre os desafios para o desenvolvimento da cidade, que significa também o desenvolvimento da Grande Natal, qual o estágio atual? À quantas anda a industrialização do município e a duplicação da Reta Tabajara?
Tendo em vista o momento que estamos vivendo hoje, é necessário com urgência que seja feita aquela duplicação da Reta Tabajara, porque ali acontecem muitos acidentes diariamente. Todo fim de semana pessoas morrem ali, e a tendência é que aquele tráfego de carros aumente. Isso porque aquele trecho serve de escape para quem se dirige ao Seridó e a Mossoró. 
 
A obra de duplicação pode facilitar o acesso ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante?
Com certeza. Com a conclusão do acesso sul ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o problema na Reta Tabajara vai se agravar cada vez mais, caso aquele trecho da BR não seja duplicado. A obra, caso seja finalizada, vai dar um impulso grande para a Região Metropolitana. Também em Macaíba, existe o Campus do Cérebro, que é uma obra que já está pronta, faltando apenas o acabamento e o equipamento. Além disso, se o Governo priorizar as obras que estão paradas, talvez ajudasse até no índice de desemprego, que está crescente.
 
No caso de combater o desemprego, seriam as obras de logística que gerarim emprego?
Eu acho que um grande caminho para o Governo gerar emprego é com essas obras de infraestrutura. Esse programa “Minha Casa, Minha Vida”, por exemplo, não pode parar, porque emprega pessoas. Quando estava acontecendo aquele aquecimento no mercado imobiliário, estava todo mundo empregado, todo mundo ganhando dinheiro. Isso gera dinheiro no comércio, na indústria e no serviço e também tributos para o estado.
 
Fala-se muito de crise econômica e crise política, mas tem também a crise hídrica no estado. Ela atinge a indústria?
Essa é uma questão muito grave. Açudes que abastecem as grandes cidades estão secos e o Seridó está todo sem água. Isso é uma coisa que é bastante preocupante. Se não tiver água, daqui a pouco vai ser proibido conseguir um alvará de construção de uma cidade, porque não terá água para fazer argamassa para construir um prédio. É preciso se trabalhar esta crise hídrica no Rio Grande do Norte.
 
Isto já está atingindo o comércio?
Ainda não, mas se não acharem alternativas que possam atender essas cidades, a seca pode atingir o comércio também.
 
Você tem uma participação na Casa do Empresário?
Sim. A Casa do Empresário representa a sociedade civil e a sociedade empresarial da cidade. Somos sempre uma referência. É um trabalho gratificante que a gente faz na cidade.
 
Você tem uma participação no SEBRAE?
Sim, sou conselheiro do SEBRAE juntamente com Marcelo Queiroz, presidente do Sistema Fecomércio, que é a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte.