Engenheiros agrônomos comemoram 50 anos do salário mínimo profissional

11/10/2016

Por: Redação do PN
Foto: Tiago Rebolo
Nesta quarta-feira, 12 de outubro, além de ser feriado nacional alusivo ao Dia de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, é comemorado em todo o país o Dia do Engenheiro Agrônomo. Neste ano, comemora-se os 50 anos da aprovação do salário mínimo profissional, ao mesmo tempo em que sua total implementação é discutida.
 
Para falar sobre a origem da data e as reivindicações e lutas da categoria atualmente, os repórteres Cefas Carvalho e Tiago Rebolo receberam nesta terça-feira (11) o presidente do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos do Rio Grande do Norte, Joseraldo do Vale, no programa Na Redação do PN, parceria do Potiguar Notícias com a 87 FM Parnamirim.
 
Confira abaixo a íntegra da entrevista:
 
A categoria tem motivos para comemorar este 12 de Outubro?
Sim. Em primeiro lugar, é importante dizer que comemoramos o Dia do Engenheiro Agrônomo no dia 12 de outubro porque trata-se do aniversário da lei que regulamenta o exercício legal da agronomia no Brasil. A lei é de 1933. Por este motivo, é uma data de muita comemoração. Além disso, também estamos comemorando a nossa campanha de valorização profissional, que está em vigor. As vitórias só vêm com muita luta. Então, estamos em luta permanente.
 
Quais as principais atuações de um engenheiro agrônomo?
Resumidamente, o que podemos dizer é o seguinte: seja na produção, na orientação da qualidade ou na preparação do solo, todos os alimentos que chegam à nossa mesa passa pela mão de um engenheiro agrônomo. E um detalhe: parte significativa do PIB brasileiro é formado pela agricultura. E por trás da agricultura há os engenheiros agrônomos. Sem este profissional, não se exporta produtos, que dão uma sustentação importante à economia. É preciso um engenheiro agrônomo para ser o responsável técnico pela produção e segurança dos alimentos.
 
A categoria está presente na 54ª Festa do Boi, realizada no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim?
Em quase todos os estandes das empresas que estão na Festa do Boi, há um profissional engenheiro agrônomo atendendo ao público. Então, nós estamos participando diretamente. Estamos trabalhando muito desde o dia 8, quando começou a festa.
 
Uma das lutas da categoria diz respeito à implementação do salário mínimo profissional. Fale sobre isto.
A regulamentação do exercício da agronomia é de 1933, mas apenas em 1966 é que saiu a lei que regulamentou a questão do salário mínimo profissional. Essa lei regulamenta o piso da categoria – que são nove salários mínimos para 8h trabalhadas e seis salários para quem trabalha 6h por dia. No entanto, este salário se aplica apenas aos profissionais que tem dedicação exclusiva a uma empresa. É uma lei que precisa de muitos ajustes.
 
Quais são as outras lutas da categoria?
Uma das principais é o combate ao exercício ilegal da profissão. Infelizmente, por desconhecimento de muitas pessoas, não existe uma cobrança muito intensa. Mas, eu costumo comparar com a medicina: se uma pessoa a exerce ilegalmente, pode matar um paciente. Mas um por vez. No caso de um engenheiro agrônomo, o exercício ilegal da profissão pode provocar um acidente que pode matar várias pessoas de uma vez só. Um receituário agronômico errado pode contaminar o meio ambiente, por exemplo, e matar milhares de pessoas.
 
O senhor faz parte da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros. Nos fale sobre esta entidade.
A Fisenge foi fundada há vinte anos e congrega treze sindicatos. Atualmente, eu integro a diretoria por entender que um sindicato sozinho não vai muito além. Então, estamos filiados à federação há uns dois anos. Ela está apoiando a nossa campanha de valorização profissional. É uma federação muito atuante, que debate as mudanças na legislação e outros aspectos que interessam à categoria e à sociedade.