Adílson Lemos, diretor da Oral Implante: "O desafio da Odontologia é a ética"

31/10/2016

Por: José Pinto Junior
Foto: Tiago Rebolo
Quais são os principais desafios atuais da odontologia?
Um dos desafios é a reabilitação do paciente. Atualmente, nós enfrentamos muitos desafios em pacientes que vêm totalmente descaracterizados, totalmente sem osso nos dentes. Ele tem um sonho, de ser reabilitado, um sonho em ter dentes sadios. Esse é nosso desafio, proporcionar esses dentes novos, sadios. E hoje há a modernidade dos materiais, que vieram ajudar os cirurgiões dentistas a reabilitar os pacientes com mais facilidade.
 
E quanto à formação dos profissionais?
Outro desafio hoje para a odontologia, a meu ver,  é a ética, o maior deles. Nós temos que ser muito éticos com nossos pacientes. O segundo desafio: a odontologia vem avançando, não só com diversos cursos de pós-graduação e os cursos profissionalizantes, que vêm se desenvolvendo, não só no nosso estado, mas também no resto do Brasil. E o terceiro é a tecnologia. Ela veio para agregar, para ficar e está ajudando cada vez mais os profissionais que vêm se preparando para isso.
 
A maioria dos equipamentos é importada?
Não. Hoje existem equipamentos nacionais. Isso vem a baratear ainda mais a nossa odontologia. Não que eles sejam de inferior qualidade, pelo contrário, existe uma forte concorrência da indústria nacional, que vem se equiparando cada vez mais com a indústria de material importado.
 
Então, nesse quesito, o dólar hoje estar valendo três vezes mais que o real não impactou no que diz respeito ao custo do trabalho do implante, por exemplo?
Não é bem assim. Em alguns casos, como material produzido no Brasil, não afeta. Por outro lado, algumas empresas nacionais investem muito em pesquisas, e essas pesquisas são feitas no exterior. Então, o dólar vem impactar o nosso país todo. Não tem como escapar. Veio impactar o país todo, o nosso estado também.
 
E nessa área de enxerto o Rio Grande do Norte tem avançado?
Com certeza. Na área de enxertos, existem várias técnicas, existe um cunho de profissionais. Não só na Oral Implante, mas no Rio Grande do Norte, existe um leque de profissionais preparados para isso. Com o advento dos biomateriais, que vêm agregar à tecnologia dos implantes, veio a possibilidade de reabilitar esses pacientes.
 
Quais as suas palavras para as pessoas que têm crianças pequenas? Quais as atitudes que os pais devem tomar? 
Primeiro, eu costumo dizer que a higiene da criança é o espelho da higiene do pai e da mãe. Segundo, devemos orientar as crianças a escovar os dentes, criar um hábito de usar o fio dental, uma escova macia ou extra-macia e um creme dental para criança. Além disso, os pais devem procurar um odontopediatra. Não é minha especialidade, mas toda criança que chega na minha clínica, no meu consultório, eu indico um odontopediatra. Se eu não tenho um odontopediatra na clínica, indico para um amigo ou para uma amiga que atenda nessa área. É muito importante. Um clínico geral atender uma criança é diferente de um odontopediatra. Existe todo um condicionamento para isso.
 
A sua clínica já existe há 10 anos, não?
Sim, são dez anos no mercado. Estamos localizados na rua Mipibu, 350, em Petrópolis, e o nosso telefone é o 3201-0973. Eu acho que quem seleciona o mercado é o próprio paciente, a melhor propaganda é o “boca-a-boca”. É o paciente quem nos procura.