Governo apoia projeto piloto da UFRN e UERJ para ressocializar apenados

20/03/2019


 
O Governo do Estado vai apoiar programa piloto do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) que tem como finalidade promover melhoria nas condições de saúde no sistema prisional do Estado e preparar o apenado para a ressocialização.
 
Inicialmente, o projeto vai trabalhar com apenados do sexo feminino promovendo a saúde, educação e o empreendedorismo. A proposta foi apresentada nesta segunda-feira, 18, à governadora Fátima Bezerra pelo coordenador do LAIS, professor Ricardo Valentim, pela secretária executiva de Educação à Distância da UFRN, Maria Carmem Rego e pelos professores da UFRN, Eloíza Gomes, Carlos Alberto e Ronaldo Silva.
 
“Este projeto é pioneiro no Brasil e poderá vir a ser implantado em todo o país em função dos resultados obtidos nos pilotos do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro”, afirmou Ricardo Valentim. Ele explica que um grupo de mulheres apenadas será selecionado para receber, em módulos, informações sobre saúde, empreendedorismo e comercialização nos meios virtuais. “Nosso objetivo é melhorar as condições de vida do apenado e o próprio sistema prisional, e ensinar como produzir e empreender. Com isso estaremos combatendo a violência e promovendo a ressocialização”, destacou.
 
A governadora Fátima Bezerra disse que o projeto “dialoga com os programas do Governo do Estado para a gestão prisional e inclusão e terá o apoio das secretarias de Administração Penitenciária e das Mulheres, Juventude e Direitos Humanos que irão suceder a atual Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania. “O projeto é uma ideia muito boa. O governo vai dar apoio a mais essa iniciativa, até por que ela vem se somar a outras medidas em curso que estamos tomando nos campos da educação, da saúde e da ressocialização. Será mais uma oportunidade para dar dignidade e atenção a quem cometeu um erro, mas tem todo o direito de buscar sua reinserção social”, finalizou.

Fonte: ASSECOM/RN