No emblemático dia 15 de maio, manifestantes pedem respeito à carta magna cidadã

15/05/2019

Por: Luciano Santos
Foto: Itamar de Morais Nobre
      O dia 15 de maio de 2019 é uma agenda emblemática para os atores engajados com a resistência política no cenário nacional brasileiro, destacadamente, após as eleições de 2018. A data marca a primeira grande manifestação da sociedade civil organizada contra as decisões defendidas e encaminhadas na pauta política do executivo federal brasileiro que, na opinião dos manifestantes, restringe os direitos da democracia cidadã e das liberdades fundamentais garantidas pela Constituição Federal de 1988. 
 
        Em Natal, inúmeras instituições sociais se envolveram com a ideia força do movimento de oposição ao governo que terá a sua culminância neste dia 15/05, às 16 horas, no largo do IFRN campus Natal Central. Entre os motivos que demonstram a maior indignação dos manifestante estão a reforma da previdência e os cortes destinados à pasta da educação pública nacional.
 
     A equipe de jornalismo do Potiguar Notícias ao realizar pesquisa de dados sobre os impactos dos cortes para o financiamento da educação pública nacional anunciados pelo ministro constatou que 30% dos investimentos ditos “não obrigatórios” na educação Pública envolvem um corte de 1,7 bilhão de reais que deveriam ser destinados aos Institutos Federais, às Escolas Agrícolas e às Universidade Federais. 
 
        Em coletiva de imprensa, o Ministro da Educação Abraham Weintraub realizou uma exposição usando 100 chocolates em que afirmou que só cortou três chocolates e meio daquele cento. Para além da simples ilustração dos chocolates e do equívoco dispensado a quantificação da percentagem, a sociedade civil organizada entendeu tal comparação como afronta pois um corte tão agudo para a educação precisa ser explicitado em valores absolutos e não com comparações infantis e românticas. 
 
     Segundo o referido ministro, “serão cortados até que a economia melhore”. Os pesquisadores críticos do campo da educação sinalizam que a PEC 95/2016, que congelou os investimentos na Educação, somada com a retirada de recursos dos investimentos públicos na Educação Básica e Superior comprometem totalmente o cumprimento do Plano Nacional de Educação – PNE (2014-2024). 
 
        Com tais restrições para a educação, o atual PNE pode ser entendido como: 1)  Plano bolha pela blindagem orquestrada pela classe Dominante que defende uma escola pública precarizada para o proletariado; 2) Plano Bilhar pela intenção da classe política em engavetar o PNE (2014-2024); Plano bola pela pretensão dos integrantes esclarecidos da sociedade civil organizada que lutam para fazer o gol ao fazer cumprir as metas do PNE; e, finalmente, 4) plano Caviar pela forma vulgar como é tratado, inclusive, porque ninguém o viu, nem o leu, só sabe é que ele existe (SANTOS, 2015).
 

Fonte: Literatura da política educacional crítica