O meu olhar e o meu sentimento por Parnamirim

28/05/2019

Por: Walter Fernandes
 
Falar sobre nossa cidade de Parnamirim, sob o meu olhar, é gratificante. Porém, não é suficiente para os nossos sentidos que funcionam como portas naturais para tudo aquilo que nos deixa à razão, à paixão e à sensibilidade. Aprendi não apenas a ver e ouvir as pessoas, mas compreender e apreciar as suas geografias física, política e humana.
 
O meu primeiro contato com o solo parnamirinense foi na Rota do Sol – RN-063, cujas áreas lindeiras abrigam o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, faz as travessias de Pium e da Praia de Cotovelo, chegando a Pirangi do Norte, onde estamos desde criança, quando meus pais adquiriram um imóvel que até hoje é a nossa cidadela – minha e de meus irmãos. Esse contato com a bela praia de Pirangi - que é a entrada do bom vento que areja todo município, com um mar de águas mansas que são abrandadas por recifes e águas que transbordam do Rio Pirangi formando os parrachos do litoral de Paramirim - é o início da minha jornada de cidadania no município Rio Pequeno.
 
A partir do caminhar pelas rodovias urbanas, avenidas, ruas, vilas e bairros do município; e da convivência com as pessoas, absorvi o sentido de pertencer. E com o pertencimento citadino, impregnei-me do compromisso solidário e da responsabilidade de aplicar políticas públicas para Parnamirim. Assim, como simples Servidor Público Federal, ao assumir cargos e funções no DNER/DNIT - junto com os anônimos e dedicados engenheiros, técnicos, analistas administrativos e funcionários daquele Órgão Federal - tive a oportunidade de externar o meu sentimento na participação de um conjunto de projetos e obras na BR-101/RN e BR-304/RN, sentido Macaíba, artérias municipais metropolitanas, em pedra, cimento, aço e asfalto relativos à infraestrutura de circulação pública, como o Viaduto Trampolim da Vitória; duplicação das pistas centrais da Travessia de Parnamirim; passarelas metálicas e de concreto, tendo como símbolo de Parnamirim a Passarela Estaiada da Cohabinal; e, recentemente, do Complexo Viário Estruturante Parnamirim/Natal, contendo obras viárias compostas de micro e macro drenagens, viadutos, trincheiras, vias marginais de tráfego, numa extensão de 13 km, do viaduto de Ponta Negra até a entrada da RN-313, acessos aos bairros de Cajupiranga, Liberdade, Nova Parnamirim e Pium.
 
Essa intensidade do sentimento por Parnamirim tornou-se mais “pé no chão” quando fui colaborador da gestão desenvolvimentista do Prefeito Agnelo Alves. Primeiro, como Secretário de Infraestrutura e Desenvolvimento, de maio de 2001 a dezembro de 2004. Depois, como Secretário de Planejamento, Desenvolvimento e Turismo, no período de janeiro de 2005 até maio de 2008.  Essa colaboração propiciou-me a oportunidade de beneficiar todo o sistema orgânico urbano de Parnamirim e de empreender ações voltadas para o cidadão: obras físicas; de engenharia social e invisível; de urbanização de bacias de drenagens em Nova Parnamirim, Emaús, Parque das Orquídeas, Parque de Exposições, Boa Esperança, Rosa dos Ventos, Santa Tereza; pavimentação e calçamento de ruas e avenidas nos Bairros de Passagem de Areia, Bela Parnamirim, Monte Castelo, Pirangi do Norte, Pium e outros; reforma e adequação do prédio da maternidade Divino Amor; construção de escolas padronizadas e construção  dos ginásios poliesportivos nos bairros de Emaús, Passagem de Areia, Liberdade, Nova Parnamirim e Pium.
 
O contato ainda maior com o município verificou-se com a revisão do Plano Diretor da Cidade e com o grande projeto de saneamento que infelizmente até hoje não foi concluído. No campo acadêmico e humano, sinto-me feliz por ter auxiliado a médica Socorro Morais que estava à frente de uma equipe para a elaboração do convênio o qual possibilitou a implantação do curso de Medicina da UNP.
A nossa vida em Parnamirim é orgânica, não constituindo só no olhar, mas também no meu agradecimento por tudo que recebo dela, por tudo o que retribuo a ela, pela caminhada com o pé na estrada, pelo cuidar da terra, da nossa casa na terra. Nossa cidade Parnamirim, uma cidade com o coração aberto para todos que aqui visitam, moram e trabalham.
 
Parnamirim, “a cidade que nasceu dos céus”, frase amorosa que guardo até hoje na minha memória - li em uma faixa conduzida por alunos e professores de uma Escola Municipal, em um desfile de 7 de setembro. Assim como o coração é um símbolo representativo do amor, essa frase representa uma simbologia para lembrar a vertigem do detalhe da história do município com a aviação comercial e militar, e a sua trajetória aeroespacial, marcada pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, e também pela fé religiosa e espiritual de seus cidadãos.
Parnamirim, nossa casa na terra.
 
Walter Fernandes de Miranda Júnior
Cidadão de Parnamirim