Oposição dividida beneficia Situação; Explicando com números, votos e exemplos

08/07/2019

Por: Cefas Carvalho
 
No município de Parnamirim se desenha uma polarização entre o grupo governista e a Oposição. O governismo será representado pelo prefeito Rosano Taveira (PRB), candidato natural à reeleição e que já tornou pública essa intenção. A oposição ainda possui vários nomes e um leque amplo de possibilidade, mas pode vir a se unir para apresentar apenas um nome.
 
Ainda não se sabe como a oposição se comportará num futuro próximo. Mas, se sabe como se comportou no passado. Na última eleição municipal, Taveira só venceu por que a oposição se dividiu em três candidaturas; Carlos Augusto Maia, Ricardo Gurgel e Tita Holanda. Se pelo menos Ricardo Gurgel (que teve 13.976 votos) e Carlos Maia com 25.366 sufrágios (que eram aliados no ano anterior da eleição) tivessem se unido, a votação seria de 39.342 (soma dos votos de Carlos e Ricardo) contra os 34.363 que Taveira teve para vencer.
 
Na eleição estadual do ano passado, mais uma vez o método de divisão foi repetido. Candidaturas de diversos vereadores de Parnamirim e apoios de parnamirinenses a candidatos "estrangeiros" ajudaram a derrotar Carlos Maia (PC do B), único deputado ligado a Parnamirim (foi vereador no município) na ALRN. Nem a situação elegeu um deputado e muito menos a oposição.
 
Vamos aos votos de políticos ligados a Parnamirim para deputado estadual. Abidene teve 15.366; Kátia Pires, 11.063; Pastor Alex, 6.628; Mauricio Marques, 4.851; Michael Diniz, 7.773. Estas candidaturas juntas somaram 45.681 votos. Carlos Augusto Maia teve 25.366, como já registrado. 
 
Para efeito de comparação, o deputado Francisco do PT se elegeu com 23.448 votos e representa o município de Parelhas na ALRN. No município vizinho a Parnamirim, São José de Mipibu conseguiu eleger Cristiane Dantas deputada estadual com 33.860. Nestes municípios, como em outros, não houve pulverização de votos.
 
CEARÁ-MIRIM
 
Parnamirim viveu em 2016 e pode repetir em 2020 a mesma situação que viveu o município de Ceará-Mirim em 2012. Na ocasião, o então prefeito Antônio Peixoto tentava a reeleição com grande rejeição popular. Mas, contou com a divisão total da oposição que se dividiu nas candidaturas de Julio César Câmara (9.362 votos), Marcilio Dantas (5.288), Edinólia Melo (11.992) e Dedé Luz (438). Resultado: Peixoto foi eleito com 12.722 votos (31,96% do total), metade dos votos que a oposição, junta, teve. 
 
INOCÊNCIA?
 
Com tantos exemplos locais e externos, em 2020 os políticos que fazem oposição em Parnamirim não terão o argumento da inocência caso se dividam em diversas candidaturas. Muitas candidaturas de oposição só fazem sentido em municípios com segundo turno, pois as candidaturas diversas evitam votos brancos e nulos e impedem vitória do líder nas pesquisas no primeiro turno. Mas, Parnamirim, apesar dos eleitores, não tem segundo turno, a eleição é em um turno só. Quem tiver mais votos, vence. Com uma oposição dividida em diversas candidaturas, este quadro sempre beneficiará o candidato - único - de situação.