José Pinto Júnior

02/07/2018
A inquietação de parte importante do eleitorado e das oligarquias indicam que poderá surgir novas lideranças na política potiguar a partir do próximo ano. 
 
Ao mesmo tempo em que o senador Agripino, maior símbolo da oligarquia Maia, joga a toalha e tenta se "salvar" em um mandato de deputado federal, surgem vários pré-candidatos ao Senado Federal. Buscando ocupar um espaço, que antes era tido como "nomeação". Por ser tão obvia a sua recondução. A desistência de Agripino é muito simbólica. 
 
Há inquietação de possíveis novas lideranças, tanto na esquerda, como na direita, ideologicamente falando. E não somente em relação ao Senado Federal.
 
Pela esquerda, o PSOL disputa o mandato de deputado estadual com Robério Paulino. Se eleito pode ter uma projeção importante na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, dado o seu preparo. 
 
Pelo centro tenta se afirmar como liderança estadual o deputado e presidente do Solidariedade Kelps Lima, que se apresenta como nome mais "antenado" no que diz respeito ao uso das novas tecnologias em eleições e no próprio mandato. Kelps mira o comando da prefeitura de Natal. 
 
Com posição à direita, o empresário e presidente licenciado do sistema FAERN/SENAR se posiciona como pré-candidato ao Senado Federal. José Vieira deverá ter maior presença na política partidária do RN, independente do resultado eleitoral de sete de outubro. 
 
Muitos outros deverão "tomar gosto" pela política partidária de sete de outubro. Outros deverão desencantar dado o terreno árido que se traduz a prática política. O fato é que, alguns caciques da velha política mostram cansaço. De forma que, surgirá espaços para novas lideranças de esquerda, de centro e de direita. 
 
É importante registrar que em política, o novo não significa idade. E que mudança pode acontecer para melhor quanto para pior. Mais ainda ninguém se elege por vontade própria somente. O eleitor (a) é cúmplice.