José Pinto Júnior

16/11/2018
O preconceito real no mundo virtual
 
Vivo na vida real, mas também no campo virtual. No Facebook tenho "amigos" mais voláteis que os amigos do olho no olho. Escondido atrás do computador e distante fisicamente do alvo, parece tornar o internauta uma fera, uma fera virtual.
 
Com o mínimo de civilidade na alma, se espalha a homofobia nos comentários. É assustador o machismo. Falas misóginas são comuns. Para o historiador, Leandro Karnal, quando se aponta o dedo para alguém - tem três dedos apontados para si próprio. "Se eu crítico alguém, eu estou expondo as minhas dores". Disse. 
 
Fica a dica do professor Leandro Karnal. "Tente eliminar da piada, a loira, a pobre, o homossexual, o nordestino". Ensina. 
 
Mas de onde vem o preconceito professor Karnal? "Da falta de conhecimento e da angustia do mundo. Estas são duas coisas que existem em todas as pessoas. No alvo do meu preconceito está o meu desejo, aquilo que projeto no outro. (...) para que o preconceito seja superado, precisamos de duas coisas. Educação e educação. Precisamos de campanha sobre o racismo e precisamos que continue sendo crime inafiançável, a junção destas duas coisas faz a pessoas abandonar a barbárie do racismo. É preciso haver educação no trato com as mulheres e é preciso haver a lei Maria da Penha". Coloca. 
 
Lá estamos nas redes sociais, registramos o que somos. O que preconceito é realmente muito fútil. O campo virtual será melhor quando evoluirmos no campo da realidade".