Arthur Dutra

18/03/2020
 
 
Coronavírus: podemos enfrentar e sair bem melhores dessa crise
 
O assunto do mundo não é outro: coronavírus. Estamos diante da maior crise de saúde da nossa geração. Será uma catástrofe humanitária da dimensão de uma das duas guerras mundiais do século XX, da peste negra (século XIV) ou da gripe espanhola, que dizimou uma quantidade imensa de seres humanos entre 1918 e 1920, incluindo o presidente brasileiro Rodrigues Alves? Não necessariamente. Mas para isso, precisamos fazer a nossa parte.
 
A circulação de pessoas, hoje, é bem mais fácil e atrativa do que quando explodiram essas outras pandemias, e por essa simples razão o contágio pode alcançar mais gente. Para nossa sorte, a medicina também tem bem mais meios de combater esse vírus. Porém, o mesmo não se pode dizer da estrutura física do sistema de saúde, principalmente o brasileiro. Quer dizer o seguinte: existe tratamento, e até boas perspectivas de haver uma vacina, mas se as pessoas infectadas não conseguirem um LEITO para receber esse atendimento, terão poucas chances de escapar. Tragicamente assim.
 
Portanto, não é hora para teorias da conspiração. Outros países passaram pelo pico de contágio e já podem dizer que controlaram a quantidade de casos. Então, é preciso copiar as medidas que deram certo, e uma delas é reduzir a circulação de pessoas.
 
Além das autoridades constituídas, de quem esperamos maturidade, seriedade e união, todos nós também estamos sendo chamados a assumir a nossa parcela de responsabilidade. A economia vai sofrer? Vai, infelizmente. Pessoas vão perder seus empregos, empresas irão fechar, desempregados vão continuar desempregados por mais tempo. Mas tanto a economia quanto vidas humanas podem ser salvas se agirmos com RESPONSABILIDADE. Vamos nos informar, adotar as cautelas necessárias e não entrar em pânico. Rezar também é uma boa ação neste momento.
 
Isso tudo vai passar, claro, e quando passar, quem sabe possamos ser cidadãos bem melhores, capazes de formar uma nova consciência coletiva para o nosso país, mais colaborativa, solidária e responsável, pois é disso que vamos precisar para reparar os danos deixados por esse vírus.