Andrezza Tavares

21/03/2020

Por Andrezza Tavares / Luiz Santos

É inegável o momento de crise que a humanidade atravessa a partir da disseminação do novo coronavírus (COVID-19). Se trata de uma nova forma de gripe altamente contagiosa, que já fez milhares de vítimas em todo o mundo e que ainda não foi produzida uma vacina específica. A pandemia já acomete milhões de pessoas, tem sobrecarregado os sistemas de saúde e tem trazido prejuízos impensáveis à economia mundial.

Países têm fechado suas fronteiras, governos e prefeituras têm proibido espaços de circulação de pessoas. Já foram cancelados jogos, congressos, eventos, acessos internacionais, entre outras contingências. Sem dúvida, a humanidade vive uma das estações mais doídas de sua contemporaneidade, enfrentando muitos desafios.

A letalidade do coronavírus, inimigo invisível e poderoso, nutre-se da ignorância. Há uma grande parcela da população comparando a gravidade do novo coronavírus com o de uma gripe comum. Isso é uma posição que deriva da ausência de conhecimento comprovado. As evidências mostram que este vírus demanda no mínimo 65 vezes mais internações hospitalares do que a influenza, não podendo ser comparado a uma  simples gripe, por exemplo.

No Brasil, o atual contexto é agravado com o cenário social e político em que as pessoas não acreditam nos fatos e notícias. O conhecimento produzido com métodos vem perdendo espaço diante do avanço da pós-verdade, pensamento conveniente, difundido pelas redes sociais. Nesse momento, em que a curva da doença só cresce, o isolamento, a higiene das mãos, a contenção de contatos físicos e a reprovação das fakenews são orientações valiosas para o enfrentamento do COVID-19.

A transmissão comunitária do coronovírus no Brasil é um fato real, em março de 2020. A doença chegou, sem distinguir camadas sociais, demonstrando força e enorme lastro de sofrimento. É preciso enfrentar o contexto sem histeria, com confiança e com extrema disciplina quanto aos cuidados preventivos.