Daniel Costa

13/04/2020
 
FRAUDE NO MINISTÉRIO DA SAÚDE!
 
 
A entrevista que o ministro da Saúde concedeu no último domingo ao Fantástico carimbou na sua testa o que muitos já diziam por aí, mas não se faziam ouvir diante das  ações de Mandetta à frente da pasta. Ele é um aproveitador que passou a ser o último bastião contra as insanas ideias do presidente da república de distribuir cloroquina e mandar o povo às ruas, como se o mundo não estivesse sendo assolado por uma pandemia que já matou milhares. Bolsonaro aposta em algo como desarmar as defesas antiaéreas quando o país está na iminência de suportar um ataque da Luftwaffe.
 
Esse tipo de delírio presidencial deságua no efeito nocivo de fazer com que pareçam razoáveis pessoas que efetivamente não o são, como o ministro Mandetta, figura vinculada às hostes da extrema direita, conhecido por espanar os médicos cubanos do Brasil e conseguir para a sua filha, uma jovem advogada, com poucos anos de banca, a conta de operadoras de planos de saúde.
 
Tem razão um amigo quando diz que se fosse uma pessoa minimamente séria, ele jamais aceitaria ser entrevistado pela Globo, empresa inimiga do seu chefe. Pior, estando sentado na poltrona de Ronaldo Caiado, governador de Goiás que declarou rompimento com o presidente há poucos dias, sendo, portanto, seu adversário político.
 
O ministro Mandetta usa o atual momento, em que as turbinas do avião parecem estar em chamas, para fazer politicagem, já imaginando ocupar a cadeira presidencial, tal como faz João Dória, que vendo Jair Bolsonaro trocar as mãos pelos pés na condução da crise do coronavírus, já se colocou como seu opositor de primeira ordem, tricotando elogios diários à impressa e assumindo a linha de frente nos ataques às ideias macabras do capitão-mor.
 
  O que começa a ficar claro feito água limpa, é que o coronavírus  passou a ser uma espécie de  método de campanha, nos mesmos moldes vistos com a corrupção, através da Lava-Jato. Um método que elegeu ignotos e transformou figuras anódinas em bastiões da probidade e da eficiência, como o atual ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.
 
Como escreveu meu amigo, caso Mandetta não fosse uma figura de caráter duvidoso, ele teria apresentado um plano de governo para a atual situação desesperadora da pandemia. E em seguida pediria o apoio do presidente da república. Se esse apoio fosse garantido, tocaria para frente às providências imediatas; se não se confirmasse o apoio, ele entregaria o cargo, sem esperar o antepasto.