Bia Crispim

24/04/2020
 
Escola, para quê?
 
 
Escrevo hoje como professora da rede básica de ensino.
 
Escrevo com saudade do convívio com o alunado, com os colegas de trabalho, com a atmosfera salutar que é o universo escolar.
 
Escrevo sentido falta do barulho, das carinhas todas, da relação enriquecedora e mágica que é uma sala de aula cheia.
 
Passado esse mês de isolamento social, e sabendo que ainda ficarei longe da minha lida diária nas escolas em que ensino, por mais algum tempo, me dá uma angústia, uma sensação de questionamento, de dúvida, não diante da seguridade do meu trabalho, mas diante do ano letivo desmantelado que enfrentaremos (eu, meus colegas e nossos alunos) por conta da pandemia.
 
Retornaremos mais sedentos por aprender e/ou ensinar?
 
Saberemos realmente dar valor à ESCOLA e à EDUCAÇÃO.
 
O CONHECIMENTO será realmente valorizado?
 
O papel do PROFESSOR ganhará o status que merece?
 
Espero que sim, pois enquanto a ESCOLA está “limitada” para realizar aquilo que ela faz de melhor: fomentar o conhecimento de maneira eficaz (apesar das alternativas de aulas remotas e outros recursos que estamos nos valendo, mas que não substituem o chão da sala de aula), cresce o número de manifestações pró-ditatura, antivacina, terraplanista e outros absurdos que só a ESCOLA é capaz de sanar.
 
Não há muito a dizer hoje. Apenas que fiquemos atentos e reconheçamos o quanto faz falta em nossas vidas (não só em época de pandemia) a ESCOLA e o CONHECIMENTO que dela e nela se desenvolvem.
 
Parodiando Titãs: 
 
Escola para quem precisa/ 
Escola para quem precisa de escola?
Escola para quem precisa/ 
Escola para quem precisa de escola?