Cefas Carvalho

29/07/2020
 
Escrevinhadores presos em um único tema
 
Quem escreve, seja colunas como esta que ocupa este espaço no Portal PN às quartas-feiras, seja desabafos em redes sociais, parecemos presos a um único tema atualmente: O Covid-19, tema este que se desdobra na questão da Pandemia, da Saúde pública e do isolamento social em que estamos vivendo, em maior ou menor escala.
 
Claro que às vezes eu e todo mundo temos vontade de escrever sobre assuntos outros. Como futebol, talvez o título do Liverpool no Campeonato Inglês, após mais de trinta anos; Talvez cinema, com o novo filme de Christopher Nolan, ´Tenet`, prestes a estrear na volta aos cinemas. Temos Política, que nunca sossega, em pandemia ou não; Temos também Meio Ambiente, Segurança pública, muitos assuntos.
 
Mas, vira e mexe, como se diz, o tema - qualquer um desses elencados - voltará inevitavelmente para o eixo Pandemia-Isolamento. É o que temos para hoje. E o que viemos tendo nos últimos quatro meses. E o que ainda teremos pela frente, sabe-se lá quando voltaremos ao normal, ou melhor, ao ´novo normal` e quanto teremos a vacina à disposição de todos nós. 
 
Afinal, o isolamento e também a vida cotidiana externa com as mudanças e limitações causadas pelo Covid-19 dominam o nosso dia, as nossas ações e pensamentos. Tornou-se inevitável viver em torno dessa nova realidade. Consequentemente, escrever sobre ela, sobre esta nova situação.
 
A escritora santista radicada em João Pessoa Maria Valéria Rezende, um colosso das letras nacionais, escreveu em suas rfedes logo no início da quarentena, que desta período sairiam romances, livros de poesia, textos teatrais, pinturas, músicas, enfim. O confinamento obriga a escrever sobre ele próprio e a tentar passar para o Mundo nossa ideia sobre ele.
 
Se é inevitável, então, que escrevamos sobre a Pandemia e o Confinamento. Que é o esse texto faz agora. Sigamos.