Cefas Carvalho

12/08/2020
 
´Novo normal` não é o mesmo para todos (mas, pode e deve ser coletivo)
 
 
Muita gente já detesta o termo ´novo normal`, por razões diversas. Seja porque o ´antigo normal` não era o ideal, porque o termo não define nenhuma normalidade ou ainda porque ele tornaria banal algo mais amplo e complexo que é a pós-pandemia.
 
Seja como for é o termo que temos. Tanto para definir o pós-pandemia, período em que com ou sem vacina, voltaremos a algo parecido com a normalidade anterior a março/abril, como para explicar o que vivemos atualmente quando fazemos atividades antes corriqueiras, mas hoje complexas, como ir a um restaurante. comprar um sofá ou participar de uma reunião presencial de trabalho.
 
O primeiro passo para entender o ´novo normal` (e talvez perder o ranço com o termo) é assimiliar que ele não é absoluto nem único, em suma, não igual para todos. O meu ´novo normal` não é necessariamente igual ao seu.
 
Como comparar a rotina de vida, de trabalho, ou seja, o tal ´novo normal`de um entregador de aplicativo em uma cidade grande como o de um casal sem filhos que mora em um sítio isolado? O novo normal de um motorista de Uber não é igual ao de um YouTuber.
 
Outro ponto importante é que o ´novo normal`em grande parte - pela menos da questão prática - consiste em se tormar cuidados básicos e acessíveis a todos. Sair de máscara e usa-la de maneira correta. Só retirar a máscara em bares ou restaurantes na hora de se alimentar ou beber e estando na mesa sozinho ou com pessoas com quem voc~e está cumprindo o isolamento social. Passar álcool em gel nas mãos o máximo de vezes que puder. Não colocar as mãos nos olhos, nariz e boca.  Manter distância de 1,5 metro de pessoas em filas e em lugares publicos.
 
Enfim, tarefas possíveis. 
 
Não é o ideal, mas é o que temos. Apesar dos negacionistas e dos indiferentes, são os cuidados pessoais que temos que ter para o bem do coletivo.
 
Lembrando que da mesma maneira que aglomerações neste momento são catastróficas e podem aumentar a  curva de contágio, muitas pessoas tem de sair de casa, algumas justamente para possibilitar que outras fiquem nelas (como entregadores de aplicativos, cozinheiros de restaurantes etc). Daí, mais que necessário achar regras e maneiras dessas pessoas e das que saem sazonalmente terem segurança e juntos evitarem o contágio do vírus.