Evandro Borges

16/10/2020
 
Neoliberalismo exacerbado e os bancários da Caixa
 
 
As políticas neoliberais exacerbadas já em recuo por todo o mundo, com reformas trabalhistas com diminuição de direitos, atingindo principalmente as condições de trabalho e a dignidade humana, ainda avançam no país, desgastando a força de trabalho e atingindo a saúde dos trabalhadores, com jornadas de trabalho extenuantes, e metas com muitas dificuldades de serem cumpridas, provocando doenças e diminuindo a qualidade de vida dos obreiros tem sido uma constante.
 
Verificando o site sindical da categoria dos bancários, há uma Nota denominada “Pressão por Metas Abusivas aumenta adoecimentos dos bancários”, retratando estas condições de trabalho, causando transtornos mentais e outros óbices dos membros do quadro da Caixa, logo um banco que tem por finalidade atender os fins sociais, e seus servidores foram gigantes no atendimento a população para o pagamento dos créditos emergenciais, mesmo na pandemia, muitos foram atingidos pelo coronavírus.
 
O serviço público está sem novas contratações, e no caso da Caixa não é diferente, pressionando o reduzido quadro de servidores, a efetuarem tarefas diversas sem um mínimo de reestruturação e capacitação técnica, que deveria ser permanente, não somente na Caixa, mas, inexiste uma política permanente de capacitação, algo que a proposta apresentada ao Congresso da reforma administrativa, ficou silente afetando a melhoria técnica na profissionalização dos quadros.
 
Diz a Nota do Sindicato retratando a situação dos servidores da Caixa, que “a reestruturação, descomissionamentos de função; ameaças, colocando empregados para realizar tarefas que há muitos anos estão fora do guiché do caixa correndo o risco de perdas financeiras; acúmulo de funções de caixa e tesouraria, mensagens de whatsapp com cobranças durante todo o dia, retirada de função, imposição de metas de produtividade, imposição de jornadas contínua de doze, quatorze horas diárias; convocação para trabalho nos sábados é um cenário terrível”.
 
O panorama é de fato de neoliberalismo exaustivo, sem o tratamento adequado aos colaboradores, não há consideração as condições humanas do capital humano e social, trabalhado no curso dos anos, causando assim doenças nitidamente profissionais, tais como: adoecimento de Ler Dort, depressão e transtorno de ansiedade, devendo ser responsabilizada a direção e as gerências, cabendo a atenção dos órgãos de fiscalização.
 
O trabalho dignifica a pessoa humana, quando em condições adequadas que preservem a saúde dos obreiros e seja bem remunerada, não são mais aceitáveis, em hipótese alguma as condições análogas ao regime de escravatura, que detrata a condição humana e a civilidade,  que diminui a pessoa, reduzindo a longevidade humana e satisfação pela vida.