Cefas Carvalho

18/11/2020

 

No Executivo, gente insossa; No Legislativo, ousadia!

 
As eleições 2020 foram muito diferentes das de 2018 no quesito percepção e tendências do eleitorado. Se há dois anos tivemos uma temperatura bélica provocada por um Bolsonaro vencedor e a eleição de centenas de delegados, coroneis, generais pelos legislativos afora, no pleito de domingo vimos claramente duas tendências diversas, da de 2018 e entre elas mesmas.
 
Se há dois anos, o eleitorado escolheu para o Executivo um capitão expulso do Exército falastrão e temperamental, este ano, para os Executivos municipais os escolhidos foram pessoas moderadas, neutras, muitos ´insossos` mesmo. Gente mais preocupada com gestão do que com ´ideologia`.
 
Vimos este cenário nas capitais e nas cidades grandes. Em São Paulo e Rio dois políticos bem ´inossos`, Bruno Covas e Eduardo Paes, foram os mais votados, enquanto os bolsonaristas agressivos tiveram votações pífias. Em Natal, capital potiguar, o eleitor deu vitória em primeiro turno ao moderado e antiquado Álvaro Dias, em detrimento tanto à Esquerda mais ideológica (PT e PSOL) quando ao bolsonarismo barulhento (Leocádio e Azevedo).
 
Mas, quanto ao Legislativo, a coisa foi bem diferente.
 
Percebe-se em todo o país o aumento no número de mulheres, de negros, de LGBTQIs eleitos e eleitas para as Cãmaras Municipais. Em alguns lugares quebrando paradigmas, como em Carnaúba dos Dantas, no interior do RN, que eleger - no município e no estado - a primeira vereadora trans da História.
 
Em Belo Horizonte uma mulher trans foi a vereadora mais votada. Índios e militantes negros foram eleitos em todas as regiões do Brasil. Não é o ideal, não é a equidade que sonhamos, mas é o possível, é um vento de novidades e de esparança.
 
E, principalmente, foi bem diferente de 2018. O que nos deixa mais otimistas para 2022.
 
 
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No Executivo, gente insossa; No Legislativo, ousadia!
 
 
As eleições 2020 foram muito diferentes das de 2018 no quesito percepção e tendências do eleitorado. Se há dois anos tivemos uma temperatura bélica provocada por um Bolsonaro vencedor e a eleição de centenas de delegados, coroneis, generais pelos legislativos afora, no pleito de domingo vimos claramente duas tendências diversas, da de 2018 e entre elas mesmas.
 
Se há dois anos, o eleitorado escolheu para o Executivo um capitão expulso do Exército falastrão e temperamental, este ano, para os Executivos municipais os escolhidos foram pessoas moderadas, neutras, muitos ´insossos` mesmo. Gente mais preocupada com gestão do que com ´ideologia`.
 
Vimos este cenário nas capitais e nas cidades grandes. Em São Paulo e Rio dois políticos bem ´inossos`, Bruno Covas e Eduardo Paes, foram os mais votados, enquanto os bolsonaristas agressivos tiveram votações pífias. Em Natal, capital potiguar, o eleitor deu vitória em primeiro turno ao moderado e antiquado Álvaro Dias, em detrimento tanto à Esquerda mais ideológica (PT e PSOL) quando ao bolsonarismo barulhento (Leocádio e Azevedo).
 
Mas, quanto ao Legislativo, a coisa foi bem diferente.
 
Percebe-se em todo o país o aumento no número de mulheres, de negros, de LGBTQIs eleitos e eleitas para as Cãmaras Municipais. Em alguns lugares quebrando paradigmas, como em Carnaúba dos Dantas, no interior do RN, que eleger - no município e no estado - a primeira vereadora trans da História.
 
Em Belo Horizonte uma mulher trans foi a vereadora mais votada. Índios e militantes negros foram eleitos em todas as regiões do Brasil. Não é o ideal, não é a equidade que sonhamos, mas é o possível, é um vento de novidades e de esparança.
 
E, principalmente, foi bem diferente de 2018. O que nos deixa mais otimistas para 2022.
 
 
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