Liliana Borges

09/01/2021
 
SEIXAL, Baía, Estuário do Tejo…
 
Seixal sede do Concelho que leva o mesmo nome situado no Distrito de Setúbal, a cerca de 24 km de Lisboa que faz parte de sua região metropolitana com a população aproximadamente 160.000 habitantes, composto por 6 freguesias: Aldeia de Paio Pires, Amora, Arrentela, Corroios, Fernão Ferro e Seixal.
 
O acesso por Lisboa tanto pode ser pela Ponte 25 de Abril, como também, a travessia de barco pelo Rio Tejo com tempo estimado em 20 minutos, Transtejo Soflusa, partindo da Estação do Cais do Sodré e chegando na belíssima Baía. Além de sua beleza natural, acrescentam-se a paisagem harmonicamente a visão de Lisboa, do magnífico Cristo Rei no seu Santuário em Almada e Seixal. 
 
A Baía de Seixal é formada pela saliência de um braço do Tejo, inserida no seu estuário sendo principal recurso natural do Município. Ocupa uma área que se prolonga por terra em conjunto com braços de mar e rio, fazendo parte da Reserva Ecológica Nacional. Integra uma área úmida de relevante importância tanto para Portugal como para a Europa, pois a região possui elevada biodiversidade.
 
 Ademais o deslumbrante panorama é um grande atrativo turístico, cabe ressaltar que por aqui sempre tomam os devidos cuidados de preservação ao meio ambiente. Disponibilizam vários roteiros de barcos ao longo do rio, onde a Câmara Municipal valorizando sua história preservou embarcações tradicionais como o varino, “Amoroso” e o bote de fragata “Baía de Seixal”.
 
Nos registros históricos constam que o varino foi construído em 1921 e o bote de fragata é possivelmente mais antigo com apontamentos de sua construção por volta de 1895. No passado eram utilizados para transporte de mercadorias, atualmente para passeios ou eventos com uma vista singular da natureza.
 
Uma curiosidade é que dizem que foi nesta Baía que Vasco e Paulo da Gama construíram as embarcações para a viagem até à Índia, enquanto Vasco da Gama se encontrava em Lisboa para organizar a viagem, seu irmão comandava os homens na construção das naus. O pai, Estêvão da Gama, também foi personalidade importante na localidade como Comendador do Seixal.
 
A natural geografia da região favoreceu para ser terra de pescadores, como também, a construção de moinho da maré e estaleiros navais. No século XIX, por volta da segunda metade, foi alavancado o desenvolvimento econômico e industrial, especificamente as indústrias têxteis, vidros e cortiças. Esta última vinculada a produção, transformação e exportação, onde Seixal foi o principal centro corticeiro do País.
 
Passeando pela ribeirinha encontrei pelo caminho aconchegantes cafeterias, bares e restaurantes; entrei no “Lounge Café, Letras, Talheres” lindamente decorado, um espaço vintage, mas infelizmente não tinha mais tempo para saborear um bom café e suas iguarias. Ainda, cheguei no período de exposição do adorável Mercado de Natal, porém minha visita foi durante o dia e perdi a beleza das luzes da iluminação natalina que adoro apreciar.
 
Portugal a cada dia me surpreendendo mais, várias pessoas me falaram da beleza deste sítio e, somente nesta semana tive a oportunidade de conhecer. Lugar para voltar várias vezes, retornarei em outros momentos para descobrir novos cantos, recantos e encantos que com certeza irão encher nossos olhos…
 
Mais um belo lugar nestas terras lusitanas…
 
Vale muito conhecer!