José Pinto Júnior

18/02/2021

 

       A cobiçada cadeira do senador Jean   

         

         O economista e empresário Jean Paul Prates (PT) virou senador da República em outubro de 2018, quando a atual governadora derrotou Carlos Eduardo Alves(PDT). Até então, o hoje senador era suplente de Fátima Bezerra.

         No ano de 2019, assumiu o mandato e se dedicou a conhecer os meandros de Brasília. Já em 2020, disputou a Prefeitura de Natal. Ficou em segundo lugar, numa disputada eleição que envolveu 13 candidaturas. O prefeito Álvaro Dias (PSDB) levou a melhor, obtendo 56,58% dos votos. O senador Jean ficou com 14, 38% dos votos.

          A campanha, aparentemente de última hora, não parecia carregar o objetivo de derrotar o prefeito Álvaro Dias. A estratégia pareceu um teste para medir a desenvoltura do Senador Jean nas urnas. Um jeito de apresentar seu nome à militância do PT e dos eleitores em geral.

         Os críticos do PT dizem que foi um fiasco, porque “nem ao menos foi ao segundo turno”. Quem gosta do Partido do Trabalhadores argumenta que foi importante “por ter em quem votar” e por tornar o nome do senador mais conhecido. Afinal, mesmo perdendo para Álvaro, Jean continuou senador.

          Se a eleição de 2020 foi um teste para o senador Jean, a luta eleitoral de outubro de 2022 será para valer. Só há uma vaga e se perder fica sem mandato. A preço de hoje, vários nomes cobiçam um lugar ao céu. Ou a única cadeira potiguar disponível ao Senado. As outras duas pertencem a Zenaide Maia(PROS) e Styverson Valentim(PODEMOS).  

         Entre os nomes já lembrados estão: O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que espera “o cavalo passar selado”. O ex-governador, Garibaldi Alves, que “observa a hora oportuna para dá o bote”. O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, que tenta reencontrar seu caminho político. O ex-senador José Agripino. O ministro das comunicações de Bolsonaro, Fábio Faria. Também são lembrados, empresários, como Haroldo Azevedo.

         Como se observa, para o a sucessão de Fátima Bezerra ao Governo do Estado, são raros os nomes citados como possíveis candidatos. Mas, com relação a cadeira do senador Jean, realmente está muito cobiçada. Muita gente olhando o céu.