Wellington Duarte

28/02/2021
 
O colapso do Brazil e o delírio de um candidato a ditador
 
 
O BraZil submergiu ao delírio de candidato a ditador, um tiranete de ópera e um marginal que num país um pouquinho, apenas um pouquinho mais sério, estaria trancafiado junto com sua malta palaciana. O mandrião sombrio nos seus espetáculos de quintas-feiras, uma mistura de live da al-Qaeda com o programa de Ratinho e de algum desses stand-up sem graça, tem uma posição firme e que não muda: mente e estimula a morte.
 
Mentiu nesse seu circo semanal dizendo que uma enquete, que no seu delírio, transformou em pesquisa, para dizer que o uso de máscaras prejudicava as crianças. Na verdade, foi uma coletânea divulgada por pesquisadores da Universidade de Witten/Herdeck, na Renânia do Norte-Vestfália, sem nenhum rigor científico e que era apenas uma coleta para formar um banco de dados sobre coleta de relatos sobre o uso de máscara. A participação era voluntária e aberta para qualquer pessoa que clicasse no link do questionário, sem qualquer coleta de amostras da população para ter um quadro representativo da sociedade alemã.
 
Ontem, em Caucaia (CE) o sinistro palhaço palaciano, ameaçou, de novo, os governadores, dizendo que se eles insistissem em proteger a sociedade, teimosa, da Morte, deveriam pagar o Auxílio Emergencial, que nas mãos desses genocidas, transformou-se numa pequena esmola e será dada por pouco tempo, enquanto a economia padece devido ao aumento da disseminação da praga, ou seja, temos um presidente da república que quer a Morte disseminada por sua crença obtusa nos desvarios dos negacionistas.
 
Bolsonaro formou uma equipe de pessoas desqualificadas, inúteis, desprezíveis, oportunistas e, em muitos casos, com um caráter questionável. Um exemplo desse “seleto” grupo é o ministério da Saúde, cheia de militares incompetentes, coordenados por um patético general que faria Floriano Peixoto, o “general de ferro”, urrar de ódio. O seu ministério recentemente cometeu um erro grotesco na distribuição de um novo lote de vacinas anti-Covid e enviou 76 mil doses a mais para o Amapá quando estas deveriam ter sido enviadas ao Amazonas, revelou a mídia brasileira em notícia confirmada pela pasta no fim da noite desta quarta-feira (24).   
 
O tiranete, expressão da nossa decadência enquanto sociedade, joga com o tumulto. Ele e sua equipe tem feito um trabalho, notável é verdade, de estabelecer um caos na sociedade e ter o apoio de militares, esses que deveriam guardar a Constituição e hoje são cúmplices desse elemento e das polícias militares, hoje dominadas pelo pensamento bolsonarista e que, a grosso modo, parecem “aceitar” sua condição de “milícia do atraso”.
 
Até ontem foram 252.832 mortes e restam 1.146.062 pessoas que padecem sob o efeito da COVID-19 e parece que nosso martírio continuará por longo tempo, pois não há nenhuma projeção de que o governo federal, que em tese deveria coordenar a luta contra a pandemia, e a sabota deliberadamente, numa atitude genocida e que o mundo vê.
O que nos resta é apelar para a consciência daqueles que, por terem uma condição social menos ruim, pode ainda administrar o afastamento social. São essas pessoas,
invariavelmente de classe média e da elite, que deveriam olhar para os mortos e respeitá-los, contribuindo para passarmos essa crise. Apelar para os milhares que infelizmente e por culpa exclusiva de um governo federal que simplesmente abandonou que não lhe interessa, que tomem todos os cuidados possíveis e não se deixem levar pelas birutices dos negacionistas.
 
E la nave va...