Cefas Carvalho

17/03/2021
 
Genocida, sim! E muito mais!
 
 
Um dos assuntos das redes sociais ontem foi o fato do youtuber Felipe Neto ter sido intimado na segunda, dia 15, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a comparecer à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, para depor em uma investigação de suposto “crime contra a segurança nacional”. Isso porque Felipe em uma postagem no Twitter chamou o despresidente Bolsonaro de “genocida”.
 
Felipe Neto tem 41,5 milhões de seguidores no YouTube e 13,1 milhões no Twitter, portanto, a repercussão foi naturalmente imensa, contando com solidariedade de políticos e formadores de opinião. Ganhou peso a hastag #BolsonaroGenocida e a pergunta "Então não posso chamar o presidente de genocida"?
 
Bem, o bolsonarismo usou do ato para intimidar Felipe Neto e desencorajar outras pessoas a chamar Bolsonaro do que ele é. Um tiro que obviamente já saiu pela culatra. Genocida é quem de maneira voluntária mata um imenso número de pessoas. O que, com as omissões, falta de políticas de saúde e desprezo pela vacinação, Bolsonaro efetivamente vem fazendo; Na verdade os sonhos de genocídio dele são antigos, afinal em entrevista na tv nos anos 1990, um ainda deputado medíocre Bolsonaro disse que a ditadura tinha matado pouca gente e que deveriam morrer 30 mil pessoas no Brasil.
 
Estamos quase chegando a 300 mil mortes por Covid-19 em um ano de pandemia no país. Bolsonaro multiplicou seus desejos de morte. Mas não basta ser genocida. Bolsonaro ainda tripudia dos que perderam pessoas queridas, com suas frases como "E daí?", "Não sou coveiro", "Vai ficar chorando?", "Deixa de mimimi". Para Bolsonaro não basta a morte, é preciso tripudiar sobre os mortos.Bolsonaro é genocida sim, e essa fatura alguma hora vai cair sobre ele, cedo ou tarde. Além de genocida, inepto, canalha, imbecil e muitos outros adjetivos. Escolha o seu. Enquanto ainda está vivo.