Evandro Borges

04/06/2021
 
O Mercado da Agricultura Familiar e a feira do milho
 
O Mercado da Agricultura Familiar é o nome de fantasia da Central de Comercialização da Agricultura familiar e Economia Solidaria localizada em Lagoa Nova na confluência das Ruas Capitão Mor Gouveia e Jaguarari em Natal/RN, enfrentando os desafios há mais de quatro anos desde a sua abertura, ainda no Governo de Robinson Farias que está sendo possível em virtude de muitas mãos dadas, principalmente dos movimentos sociais e das cooperativas da agricultura familiar.
 
A CECAFES é o espaço físico, estacionamento amplo, mercado do varejo, área de alimentação, locais de frigoríficos, depósitos, expedição, administração com escritórios e auditórios, ambiente limpo, higienizado e arejado, com uma gestão de coparticipação, no ano passado perfez para o segmento da agricultura familiar trabalhando diretamente algo em torno de oito milhões reais, montante em crescimento, que deverá em breve alcançar à autogestão.
 
O Milho importante produto da agricultura familiar, principalmente nos períodos de invernos com boas precipitações pluviométricas, garantindo a segurança alimentar das famílias agricultoras e o excedente chegando a preços acessíveis as populações, contribuindo com a culinária tradicional do mês junino, tão peculiar da cultura nordestina, principalmente com a canjica, pamonha, cuscuz, munguzá, bolos, pães,  milho cozido e assado.
 
A feira do milho localizada no mercado da agricultura familiar no ano passado comercializou em torno de um milhão e seiscentas mil espigas, todas produzidas na base da agricultura familiar do Estado do Rio Grande do Norte e este ano de 2021, mesmo com pandemia que insiste em não recuar, a expectativa é de comercializar em torno de dois milhões de espigas, verdadeiramente, um garantidor para distribuição de renda para a agricultura familiar.
 
Esta informação é da COAFARN – Cooperativa que dirige o Mercado da Agricultura Familiar, através da Presidente, Fátima Torres, natural de Apodi/RN, consiste em um dos polos de comercialização do milho no Estado, demonstrando um quadro de correção dos programas voltados para a agricultura familiar, desde a produção nas comunidades e assentamentos, distribuições de sementes e dos cortes de terras promovidos pelos Municípios.
 
A feira do milho consegue atraí o público de Natal e passou a ser o regulador de preços para o milho comercializado, uma referência, assegurando preços módicos e acessíveis para a população, garantindo as comidas típicas no mês de junho, principalmente para os dias dos Santos: Antônio, João e Pedro, que mais um ano não poderá ocorrer aglomeração nos seus festejos em face da pandemia e da ausência da aplicação de vacinas em massa, deixando uma lacuna e saudade para os nordestinos.
 
Aos cidadãos e consumidores podem se deslocar para a Feira do Milho localizado no Mercado da Agricultura Familiar, pois encontrarão um produto novo produzido pelas famílias do campo potiguar, com preços acessíveis em face dos programas públicos executados, mesmo com as chuvas escassas e irregulares, próprias do semiárido. Será uma compra satisfativa e ao mesmo tempo solidária.