Emanuela Sousa

12/09/2021
 
 "Ainda somos os mesmos"
 
 
Começo este texto com a canção de Belchior na voz de Elis Regina, pois é a única frase que vem à minha cabeça nesses tempos. 
 
Ainda esta semana tivemos uma manifestação bizarra rolando em alguns pontos do Brasil, pedindo a volta da censura, da intervenção militar,  a volta do voto impresso e outras coisas mais no qual não entendendo muito bem o que eles querem. 
 
O que vi explicitamente nessas manifestações de 7 de setembro foi o conservadorismo puro que cega e atinge nossa democracia.  Observei que essas pessoas vivem e festejam  dentro de uma bolha, num mundo só deles, onde não existe inflação, pobreza, miséria, nem o aumento da fome.  Quem dirá empatia com seus semelhantes. 
 
Empatia? No dicionário Bolsonarismo não existe esta palavra. Poucos são os que se salvam e fazem uso. Eles querem é a volta dos valores antigos, se agarram no capitalismo como um cão se agarra em um osso, e os outros? Os outros que trabalhem e virem-se como podem. 
 
Olhando o cenário sombrio social político atual, penso que somos filhos da pós modernidade, e estamos de fato encarando os problemas da humanidade que há muito tempo são ignorados e os trazidos com revolução industrial, guerra fria, etc. 
A falta de empatia é uma delas. Ainda falta muito olhar com mais amor para as pessoas. Jamais iremos avançar se não houver amor, liberdade e respeito entre nós. 
 
Com tristeza, olho para esses senhores que pedem a volta da ditadura e penso que a humanidade ainda é a mesma. Ainda somos os mesmos... 
Não se aprendeu com o  passado de nossa história, que foram dos nossos pais e avós. 
Querem o regresso do país. Enquanto isso os problemas sociais avançam, o desemprego, e a fome. 
Até quando?  
 
Se me permite compartilhar, com sinceridade lhe digo: olho de fora o que vem acontecendo  no cenário político, tenho vontade de fechar os olhos e ignorar tudo para não sentir cólera e desânimo. É triste ver o que acontece no mundo e em especial, no Brasil. 
 
É preciso respirar fundo, contar até três para recuperar a esperança que esses tempos insiste em nos roubar.