Wellington Duarte

09/10/2021
 
 
No BraZil a Morte pede passagem: chegamos a 600 mil mortes!
 
 
É necessário que não nos esqueçamos nunca: passamos das SEISCENTAS MIL MORTES devido à pandemia. Cerca de 46% dos brasileiros já fizeram o ciclo vacinal completo, depois de aproximadamente 10 meses depois de iniciado, aos trancos e barrancos, o processo de vacinação.
 
É bom que não nos esqueçamos daqueles que, direta ou indiretamente, assinaram o atestado de óbito dessas pessoas. Pessoas que poderia, em sua grande maioria, estar vivas, mas que devido uma inédita coligação de esforços nefastos, comandada por aquele que hoje é o Chefe de Estado e que, portanto, teria que cumprir a Constituição que diz expressamente da obrigação do poder estatal em proteger a população.
 
É bom que não apaguemos da nossa memória, dita muitas vezes que é frágil, aqueles que defenderam a não vacinação; que combateram o isolamento social, algo aliás que nunca se verificou a contento; que defenderam as ações do Mandrião, quando este proclamava aos quatro ventos que era preciso morrer para que a economia não parasse. 
Aqueles vizinhos, conhecidos, colegas de trabalho, familiares e amigos, que abraçaram a Morte, assumindo a defesa do estúpido, e criminoso, “tratamento precoce”. Que infernizaram nossas vidas com atitudes negacionistas.
 
Não podemos deixar de lembrar dos vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores, ministros, juízes e gestores que, com o peso da sua função, espalharam a confusão, deixando a população dividida e desacreditada da forma como se combatia, corretamente, a pandemia.
 
Não podemos ignorar quantos jornalistas, comunicadores sociais, youtubers, articulistas e toda uma parcela do segmento da informação e da comunicação, que fez coro com o presidente da república e diariamente despejava informações mentirosas, pesquisas desqualificadas, opiniões sem fundamento, todas para reforçar a tese genocida do Mandrião.
Não podemos, e nem devemos deixar de citar os pastores, padres e clérigos de outras religiões que, em nome de Jesus (Deus no Comando), optaram por jogar suas ovelhas nas garras do lobo da morte, que do Planalto, instigava as pessoas a dançar com a Morte.
 
Não podemos relevar quantos médicos, guardiões da vida, se acoloiaram com os mensageiros da morte; se dedicaram a difundir o “kit covid”; se dispuseram a jogar seus pacientes num perigoso jogo de vida e de morte, ignorando aquilo que forjou seus conhecimentos: a ciência.
 
Em nome da civilização, nunca nos esqueçamos desse genocídio.