Emanuela Sousa

10/10/2021
 
Quanto você se respeita? 
 
 
Se coloque nesta situação: algo seu é lhe roubado. O que devemos fazer? 
 
Ir em busca de justiça? Sim, é o mais apropriado, porém por algum motivo você não o faz, deixa passar.
 
Tempos mais tarde algo semelhante acontece, você novamente deixa passar, alegando quer ter paz e não guerra. 
 
Num outro instante, você deixa de dizer "Não" e se submete a fazer favores dos quais não estava afim, somente para não sair como chato(a) da situação. Fazer uma gentileza de vez em quando não faz mal, né?  
 
Outrora, uma oportunidade aparece  para dizer ou esclarecer seus sentimentos, mas você se nega a dize-los, porque não quer incomodar, se sentindo desconfortável dentro de sua própria pele. Mais uma situação que foi para debaixo do tapete. 
 
Tenho que lhe comunicar que  todas essas situações que você varreu para debaixo do tapete, cedo ou tarde virão a tona, e de uma forma tão dolorida quanto traumática.  
 
Quando deixamos de impor limites, e de dizer o que sentimos damos ao outro a oportunidade de passar por cima de nossas leis internais, morais, integridade e de desconhecer nossos reais sentimentos. 
 
A importância de dizer "Não" é tão necessária quanto dizer "obrigado" no nosso dia a dia.  Estamos livres para a recusa, livres para  colocar limites onde não nos faz bem. Seja nas relações pessoais, profissionais e familiares.
 
Quando dizemos "isso está me machucando" ou "Não gosto quando faz isso" oferemos a outra pessoa a oportunidade do reparo. (Claro que, caso continue os feitos, e preciso tomar outras providências.) O importante é deixar claro até onde podem ir. 
 
Se respeitar é se guardar, se preservar.  Ter cuidado consigo, reconhecer pontos. 
 
Temos a péssima mania de querermos ser "bonzinhos" mas esquecemos de nós mesmos e deixamos nosso bem estar para depois.  Logo vem as angústias, os traumas e problemas com a auto estima. 
 
É possível ser bom com os nossos e também ser bom consigo mesmo.
 
Basta conhecer a palavra limite nas situações da vida.