Wellington Duarte

20/11/2021

 

O ataque ao ENEM: mais uma aberração do governo Bolsonaro

 

O conjunto de atos destrutivos de Bolsonaro, no exercício da presidência da república, só é ultrapassada pelas iniquidades feitas pelo Mandrião. Numa representação forçada de eventos bíblicos, Bolsonaro seria uma das pragas que assolaram o Egito, de preferência a dos gafanhotos, de efeitos destrutivos. O país é uma piada aos olhos do mundo, cujo presidente é simplesmente desprezado das grandes negociações sociais, limitando-se a fazer visitas a “países amigos”, na verdade SEUS amigos, numa demonstração de primarismo diplomático que envergonha que for um diplomata de verdade.

Nessa semana o sujeito resolveu intervir no ENEM, que começa nesse final de semana. Seus capachos já tinham destruído o INEP, que produz o ENEM, perseguindo e assediando técnicos, buscando dar uma “cara de governo” à prova, algo defendido pelo pastor, um tal de Milton sei-lá-o-que, que comanda o Ministério da Educação.

Obviamente que o presidente do INEP, Danilo Dupas, negou, em audiência no Senado, que ele ou o pastor que comanda a Educação tiveram acesso às provas, embora veio a público que o diretor de Avaliação da Educação Básica do INEP, o senhor Anderson Oliveira, tenha pedido a remoção de mais de 20 questões da primeira versão do exame de 2021, ou seja, o INEP está com a cara de Bolsonaro: uma completa esculhambação.

Aliás, imaginem Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff, dando opinião sobre as provas do ENEM ou sugerindo mudar o conteúdo das questões ou até insinuando que o ENEM era uma prova distorcida ideologicamente. Os dois últimos provavelmente estariam sendo crucificados em praça pública. E no país do Mandrião, esse elemento desqualificado, fala pelos cotovelos sobre temas que o infeliz sequer procurou entender. É uma lástima. Mas tem lógica.

Desde 1° de janeiro de 2019 que Bolsonaro ataca o ENEM. Ele não aceitou que esse mecanismo servisse como porta de entrada para as universidades porque sua base é a ciência, algo que Bolsonaro odeia com todas as forças. E mais: ele quer porque quer reconstruir a história recente do país, o que aliás não é nenhuma novidade, porque há anos que grupos tentam identificar no segundo império, um período de estabilidade e paz no BraZil, algo absolutamente ridículo, mas que no país do Mandrião, ganhou força.

 

Ele não impediu o ENEM 2021 e, apesar de tudo, será um exame essencial para manter a oportunidade de acesso às universidades públicas, mas fica claro que este presidente da república, eleito por 57 milhões de votos, veio para destruir o país e só aqueles que embarcaram nessa aventura sombria, ainda pelejam para levar o país para a Idade Média.