Wellington Duarte

29/01/2022

 

Para onde vamos? A longa noite do bolsonarismo repugnante

Não sou da área do Direito, mas diante do que o presidente da República, eleito com base num processo eleitoral que tem como base as leis oriundas da Constituição de 1988, vem fazendo, aumentando a sabotagem escandalosa no combate à pandemia que, longe de estar próxima do fim, tem tido variantes potencialmente mais transmissíveis, embora menos fatais, que afetam a reorganização da sociedade nas suas linhas mais civilizadas possíveis e atravancam a retomada dos pequenos negócios, preciso declarar que é necessário prender esse elemento que está sentado na cadeira da República.

O presidente tem agido em todas as frentes para sabotar essa fase do combate a pandemia, mantendo seu delírio anti-vacina, atacando a vacinação de várias formas, inclusive sabotando as entregas das vacinas; permitindo a utilização criminosa do Ministério da Saúde para confundir a população, publicizando um documento em que coloca, de novo, a cloroquina como sendo preferível à vacinação, o que é claramente um crime contra a ordem pública.

Bolsonaro é o presidente que não tem nenhuma motivação para exercer a função dirigente, preferindo o chafurdo, a fofoca, a ameaça e a vagabundagem. É um presidente que abandonou a economia e a entregou a uma equipe de pessoas incompetentes, comandadas por um falastrão desqualificados como o Paulo Guedes e, agora, o país está no fundo do poço.

Bolosnaro, desde que colocou os pés na presidência, vem cometendo atos que estão caracterizados no artigo 85 da Constituição Federal, os chamados “crimes de responsabilidade”. Obviamente que nenhuma denúncia, que cite esse artigo prosperará na Câmara de Deputados, visto que precisaria de 2/3 dos deputados para fazer prosperar a denúncia e com essa atual composição infelizmente esse Mandrião sombrio ainda assombrará esse país até 31 de dezembro do ano em curso.

Nenhum presidente da República emporcalhou tanto a função mais elevada da República; profanou a Constituição; ameaçou com Golpes; favoreceu os madeireiros assassinos e contribuiu para aumentar o desmatamento da Amazônia brasileira; aliou-se com o lado mais obscuro e perigoso do submundo da política, o que fez fortalecer um segmento claramente vinculado ao nazismo; desrespeitou TODOS os protocolos de segurança epidemiológica, expondo milhares de pessoas ao vírus, de forma planejada; estimulou a desobediência civil e tramou contra a Federação; tentou e tenta impor uma agenda fundamentalista cristã, dentro de um Estado laico; aparelhou vários segmentos do aparelho estatal, para proteger seus familiares e obstruir investigações; interferiu nos meios de comunicação, transformando a TV Brasil num canal bolsonarista e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) numa caricatura.

São tantos crimes de responsabilidade que saltam aos olhos até para os mais leigos, como é o meu caso, que chega a ser impressionante como esse sujeito segue livre, leve e solto, rindo e sapateando na cara da civilização, o que reforça a tese de que, nesse país, o processo civilizatório, que vinha avançado aos trancos e barrancos com a inclusão social, retroagiu e a sociedade, em transe, se permitiu absorver “valores” oriundos do esgoto da história e parte dela hoje está “contaminada” por essa praga que, ao lado da pandemia,  fere a sociedade e lamento dizer que as sequelas, passado esse tormento, serão profundas.

Também é necessário afirmar que essa “força deletéria” do presidente vem também do seu pequeno exército de bolsonaristas pervertidos e alucinados, que continuam espalhados em todas as esferas da sociedade, e tem ainda dispõe de um poderoso arsenal de meios para a propagação do ódio e das mentiras e aqui, na terra de Poti, os lacaios de Bolsonaro no campo da comunicação, do empresariado e dos políticos, continuam a agir e utilizam seus meios e recursos para reafirmar a sandice do presidente e o fazem de forma clara, sem ter medo das leis e da Justiça, seguindo a lógica de fazer o que quer e bem entendem, cientes da impunidade.

Esses bolsonaristas, muitos deles oportunistas desavergonhados, estão dispostos a manter o país no esgoto, desde que suas burras estejam cheias e seus cargos estejam protegidos, favorecendo a manutenção do “toma-lá-dá-cá” tradicional, hoje forrados pela dinheirama vinda do orçamento nada secreto que é manipulado pelo ministro Rogério Marinho, que faz do seu ministério um balcão de negócios na cara dos potiguares, e para ter essa dinheirama à sua disposição, Marinho se dispõe a projetar a figura nazi-fascista, que embala seu ódio visceral ao PT. É tudo tão feito às claras que não é preciso nenhum grande investigação para ver o que está acontecendo.

Até 31 de dezembro de 2022 viveremos sob esse regime de mentiras e sabotagens, e que isso fique de lição para as gerações futuras, quando pensarem nas escolhas do voto.