Wellington Duarte

11/02/2022

 

Mais um espetáculo grotesco do Mandrião

Duas viaturas foram a casa, segunda-feira passada, para “amigavelmente conversar” com Bismark Victor Diniz, indagado se o mesmo, teria sido autor de postagens que, segundo os policiais federais, sugeriam o envenenamento do Mandrião, quando de sua passagem por Caicó. Depois dessa visita, os policiais deixaram o local e deixaram o Bismark apavorado.

Essa nova função da PF, a de “conversadora”, que eu não conhecia, parece ser sinal dos tempos, afinal essa mesma corporação, infestada de agentes e delegados bolsonaristas, não tem essa mesma argúcia para investigar os malfeitos do Mandrião e nem dos seus filhos. 

De qualquer forma a visita do presidente, ladeado por Rogério Marinho e Fabio Faria, além de produzir mais mentiras, desatinos, conversa mole e mais termos pejorativos contra os nordestinos, nada produziu de concreto. Aliás o ministro do Desenvolvimento Regional do Rio Grande do Norte, um novo tipo de ministério, Rogério Marinho, cujo ódio e despeito em relação ao PT precisaria ser estudado, puxou o saco de Aluízio Alves, se remetendo a chegada da energia de Paulo Afonso, nos anos 60.

Mais do que puxar o saco, quem sabe para atrair os emedebistas, Rogério Marinho, ao ser indagado sobre quem deve ser reconhecido pela obra de transposição, fez piruetas e chegou a formidável conclusão de que o mais importante foi o Mandrião, que teria encontrado a obra “sem foco”, o que demonstra o grau de canalhice que os apoiadores de Bolsonaro demonstram quando se trata de defender o Duce.

Obviamente que o bolsonarismo de Marinho é de ocasião, posto que o ministro opera, desde sempre, com o “modus operandis” da velha política, do compadrio descarado e da política de conluio e esse “fascismo de opereta”, defendido por ele, não passa de uma atitude que busca apoios e recursos para que ele seja reposto no xadrez político local.

Portanto, nos resta afirmar que a visita de um presidente da república, que deveria ser um evento especial, não passou de mais um grotesco espetáculo desse elemento, talvez achando que os seridoenses são idiotas o suficiente para acreditar nas suas mentiras deslavadas.