Valério Mesquita

28/07/2022

 

MUNDO PATOFÓBICO

 

Tenho me questionado ultimamente com o surgimento de inúmeras epidemias funestas nos últimos vinte anos. Umas nascidas na Ásia e outras na África, vitimando milhares de pessoas. Não vou discutir os aspectos científicos ou caracterológicos dessas pestes que devastam ao meio dia, no dizer do Salmo 91. O céu celebra triunfo sobre o pecado? Pode-se levar o diagnóstico da aids e das febres (gripes) do frango, do macaco, das ovelhas, dos porcos, da vaca-louca, para o plano religioso? O que está acontecendo com o novo século? Apesar do avanço excepcional da medicina em todos as especialidades no mundo inteiro, novas viroses inexplicáveis surgem para desafiar a ciência como se a ciência sempre deva permanecer desafiada? Às vezes, penso, que há algo apocalíptico nesse pretenso determinismo que desafia a capacidade terrestre. “Eu sou o Alfa e o Omega”, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Todo-Poderoso, fala o Apocalipse.

Estaria a tecnologia do mundo moderno destruindo o homem através dos novos tipos de gêneros alimentícios inventados para aumentar a cadeia de produção industrial de carnes? Isso porque a “epidemia do frango” nasceu em países superpovoados e não em outros de menor densidade territorial!!

Em breve, serão os peixes dos oceanos. As frutas, os cereais, as flores, as roupas, os brinquedos, porque o terrorismo já exporta mulheres e homens bombas que explodem shoppings e sinagogas. Volto a perguntar: por que as pestes provêm dos bichos? Daqui à pouco, irão aparecer a febre do veado-louco, a peste da burra-cega, a fúria da pomba-gira, e, por aí vai, zoologicamente, na agonia aflita e singular do homem que animalizou os traços e os gestos. Diante de tudo, imagino, que cabe um estudo sociológico, religioso, científico e econômico, sobre a matéria que envolve toda a humanidade. A sua trajetória, pelo menos. Febres, gripes, epidemias, pestes, desde a Antiguidade existem, dizimando civilizações e todos com uma história, uma raiz, uma geratriz em cada época, em cada tempo. Só que, agora, essas doenças têm outras patogenias ou patologias. O homem envenenou o mundo em todas as linhas de produção animal, vegetal e, principalmente, na cadeia alimentar. Os cientistas, os pesquisadores e os historiadores com a palavra. Do contrário, vou consultar em vão a Anvisa, o oráculo de todos os mistérios invisíveis do país.

Outras pestilências arrazadoras estão chegando de Brasília. Ainda sem vacina. Elas se alçam a Covid, a Influenza, a Dengue, a Zica e a Chikungunya. É a PEC dos benefícios do alimento, do caminhoneiro, do taxista e por aí vai. A Câmara Federal é a tenda dos milagres dessa pirataria eleitoral. Depois de parir o famoso “orçamento secreto”, a ser pago em módicas prestações que antecedem o pleito de outubro próximo. Ali tudo é de Babá, tudo pode, devagar, devagarinho... E no comando, Arthur da Távola tocando a sua lira no trono da presidência. Quarenta e hum bilhões de reais descendo pelo ralo.

Quantos na história do Congresso Nacional não “comeram bola” para votar ou relatar processos escusos para favorecer governos ou grupos? E, por extensão, no próprio judiciário, na administração pública em geral, além de outros segmentos punitivos institucionais? Aí, estão os exemplos marcantes e lamentáveis dos escândalos verificados no Banestado, no INSS, nos Ministérios da Saúde, da Educação, no TRT de São Paulo, Valdomiro Diniz, Sérgio Naya e um elenco imenso de predadores dos cofres públicos que a Lavajato revelou! Tudo passou dentro de um criminoso prazo de validade. “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará”. Oremos.