Emanuela Sousa

31/07/2022

Cronos

 

Dia desses estava lendo sobre cronos, o deus do tempo. Refleti bastante após a leitura, queria escrever algo sobre ele, já que a mitologia grega sempre me chamou bastante a atenção e eu adoro escrever sobre este tema. Mas nada de interessante saiu no papel, exceto que, nos últimos dias, a palavra que mais tenho usado é justamente Tempo.

 

Tenho me agarrado ao relógio e deixando que ele tome conta de tudo. Pois sei quão poderoso é, e irá deixar as coisas no seu devido lugar.

 

Nenhum movimento irei fazer, pois sei que minhas ações nesse momento podem ser desastrosas. Entro em estado de reclusão, fecho os olhos e olho para dentro de mim.

Fragilidade, vulnerabilidade sendo relevada.

 

Entrego nas mãos do divino e de Cronos.

Quantas coisas o tempo curou até aqui? Milhares.

 

Quantas coisas deram certo quando me atrevi a confrontá-lo, agindo com  pressa? Nenhuma.

 

Agora sim, quase trinta anos depois da vida, entendo plenamente como precisamos do tempo para tudo.

 Ele pode ser impetuoso, nos deixar impacientes, ansiosos. Nosso lado humano grita, queremos tudo para ontem, mas na maioria das vezes sua excelência é benéfica. Acreditem.

Ameniza e cura nossas maiores feridas.

 

Corações ansiosos e inquietos, não se submetem a agir no calor da emoção.

 

Recuem, busquem alento, solidão.

 

O resto, o tempo resolve.