Novos imortais tomam posse na Academia de Letras Jurídicas do RN

12/06/2013

Por: Waleska Maux

Cerca de 300 pessoas estiveram presentes à solenidade de posse, no dia 07 de junho, de três novos imortais da ALEJURN. Foram empossados os  Desembargadores Federais Luiz Alberto Gurgel de Faria (cadeira nº 08 na vaga do acadêmico Enélio Petrovich e patrono jurista Nestor dos Santos Lima), o Desembargador Federal Edilson Pereira Nobre Júnior (cadeira nº 16, na vaga do acadêmico Raimundo Nonato Fernandes, patrono jurista Seabra Fagundes )  e o  Juiz de Direito Artur Cortez Bonifácio (cadeira nº 26, na vaga do acadêmico Manoel Benício e patrono jurista Veríssimo de Melo).

O evento aconteceu na Academia Norte-Riograndense de Letras e várias autoridades dos Estados do RN, Pernambuco e Paraíba estiveram presentes, entre eles, magistrados, políticos, escritores e diversos intelectuais. A solenidade foi dirigida pelo Presidente da ALEJURN, o Procurador Corregedor do Estado José Adalberto Targino Araújo, que afirmou ser um orgulho para a Academia receber os nobres confrades como membros da entidade.

A mesa da solenidade foi composta pelas seguintes autoridades: o Presidente a Academia Norte-Riograndense de Letras Diógenes da Cunha Lima, o Consultor Geral do Estado José Marcelo, representando a Governadora Rosalba Ciarlini, o chefe da Procuradoria Municipal de Assistência Jurídica Fernando Gamburri, representando o Prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, o Desembargador Corregedor do Tribunal Regional Federal da 5ª  Região Francisco Barros Dias, representando o Presidente do TRF-5, o Presidente do Tribunal de Contas do Estado do RN Paulo Roberto Chaves, a professora Margarida Maria Dias de Oliveira, representando a Reitora da UFRN Ângela Maria Paiva Cruz, o Desembargador e Ouvidor do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco,  Roberto de Freitas Morais, o Brigadeiro Paulo Borba e os deputados do RN João Maia e Hermano Morais.

O Presidente da ALEJURN fez a saudação inicial aos homenageados, ressaltando que aquele momento, sob todos os ângulos e aspectos é significativo e profundamente marcante para a cultura, a história, a vida literária, política, social e jurídica do RN. “O ingresso dos renomados juristas potiguares, pelos seus méritos próprios, relevantes obras acadêmicas e límpidas biografias, os credenciam, como os protótipos dos Acadêmicos perfeitos”, disse o Presidente.

Ele destacou os Patronos das respectivas cadeiras, NESTOR DOS SANTOS LIMA, MIGUEL SEABRA FAGUNDES e VERÍSSIMO DE MELO, nomes imortais, não somente pelas suas condições de espíritos eternos, mas, também, pela eternidade de suas obras, dos seus exemplos de vidas dignas e honradas, como, de igual modo, foram os primeiros ocupantes de suas cadeiras, os pranteados ENÉLIO LIMA PETROVICH, RAIMUNDO NONATO FERNANDES e MANOEL BENÍCIO DE MELO SOBRINHO. “Defendamos, a partir de hoje, juntos e uníssonos, o passado como bússola ao presente e rumo seguro ao futuro, com o engrandecimento da cultura potiguar”, concluiu Targino.

Os novos imortais foram agraciados com o Hino Nacional, interpretado pela cantora Lucinha Lyra, acompanhada pelo Quarteto Brasiliano. Em seguida, leram o juramento da Academia, assinaram o Termo de Posse e receberam seus diplomas e insígnias.

Os Acadêmicos foram saudados pelo Desembargador Federal Marcelo Navarro e o novo imortal Edilson Pereira Nobre Júnior fez a alocução acadêmica em nome dos empossados, ressaltando em sua fala a busca da compreensão do verdadeiro sentido dos institutos e princípios jurídicos. E fez alusão aos colegas imortais identificando um traço comum: “todos, tal qual o pretenso navegador, personagem de Saramago em “O conto da ilha desconhecida”, fizeram de seu viver um sonho, o qual, como um prestidigitador hábil, direcionou-lhes à busca do Estado de Direito, a gravitar em torno de um fundamento básico, representado pela dignidade da pessoa humana”. Edilson Nobre citou Veríssimo de Melo que, “em tendo sido juiz e advogado, optou pela literatura e pelo folclore, para, em retratando as tradições e manifestações populares, mostrar ao jurista que, a exemplo do sucedido com a linguagem, cuja contribuição do povo para a sua formação é vital, as instituições jurídicas não podem ser vistas somente com base nas normas, mas que, com intensidade, têm seu lastro e surgem da vida em sociedade”, concluiu.

A Sessão Solene foi encerrada pelo Presidente da Academia, Adalberto Targino. Em seguida, foi servido um coquetel aos presentes.

Fonte: Assessoria