Oficinas qualificarão comunicadores para o combate ao trabalho infantil

02/09/2013

Por: Cipo Comunicação Interativa

Comunicadores, formadores de opinião e atores sociais de cinco capitais do Nordeste (São Luís, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador) serão capacitados para contribuir no combate ao trabalho infantil e proteção do trabalho adolescente, tendo a comunicação como estratégia. A ação é realizada pela ong baiana CIPÒ Comunicação Interativa e integra a campanha colaborativa nacional “É da Nossa Conta! Sem Trabalho Infantil e pelo Trabalho Adolescente Protegido”, encabeçada pela  Fundação Telefônica Vivo e prevê um conjunto de estratégias para contribuir com a erradicação do trabalho infantil no país. As oficinas acontecem durante o período de 12 a 26 de setembro.

As capacitações visam sensibilizar tanto comunicadores quanto atores sociais, vinculados ao Sistema de Garantias dos Direitos das Crianças e Adolescentes, para a noção de que a comunicação é decisiva no combate às formas exploratórias de trabalho. Segundo dados do IBGE, no Brasil há 3,4 milhões de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos em situação de trabalho, alguns deles enquadrados nas piores formas. A situação é bastante crítica nas regiões Norte e Nordeste, onde vivem 1,4 milhão desses meninos e meninas.

As ações de mobilização visam contribuir diretamente para diminuição dos índices nas duas regiões brasileiras. Durante o mês de agosto as cidades de Rio Branco, Manaus, Porto Velho e Belém também receberam a capacitação, sensibilizando profissionais da área dos direitos das crianças e adolescentes, além de jornalistas, assessores de imprensa e gestores.  Para mobilizar a sociedade em torno do tema, a campanha pretende envolver diversos públicos, incluindo adolescentes, jovens, especialistas no assunto, comunicadores, operadores do sistema de garantia de direitos, pais e responsáveis.  

Campanha – Esta é a segunda edição da Campanha É da nossa conta, lançada no dia 13 de junho, contando com a sensibilidade e apoio de artistas e formadores de opinião. Realizado em parceria com o UNICEF e a OIT, o projeto que mobilizou mais de 25 milhões de pessoas em 2012 inicia nova fase para garantir os direitos das crianças e adolescentes. Dessa vez, as ações de comunicação e mobilização social visam o enfrentamento do trabalho infantil e esclarecer as condições para a contratação legal de adolescentes para o mercado de trabalho.

A estratégia é propor aos cidadãos tornarem-se agentes multiplicadores, produzindo e compartilhando informações nas redes sociais. Os atores Lázaro Ramos, que também é embaixador do UNICEF, Priscila Fantin, Ângelo Paes Leme e Francisco Cuoco apoiam a causa e gravaram vídeos para a campanha.

“Este ano direcionaremos os esforços para o Norte e o Nordeste, áreas historicamente com os maiores índices de trabalho infantil. Por isso, escolhemos como palco para o lançamento da campanha a cidade de Salvador” diz Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo. “Queremos mobilizar a sociedade quanto ao tema do trabalho infantil e garantir aos adolescentes um trabalho protegido, de forma que possam aprender uma profissão sem correr riscos ou prejudicar os estudos.” completa.

 

Estruturada a partir da Rede Promenino (portal de notícias e rede social da Fundação Telefônica focado na discussão do tema do trabalho infantil e adolescente), por meio de seus perfis nas redes sociais, plataforma e site, a campanha tem a internet como principal plataforma.

 

O mote “É da Nossa Conta”, lançado na edição passada da campanha, foi mantido pela grande identificação e associação do público para com o projeto, além de chamar a atenção para o aspecto da corresponsabilização da sociedade civil e do Estado. “Destacamos um problema que se tornou opaco e culturalmente aceito, mas que de fato atinge milhares de crianças. É da minha conta, da sua e da conta de todos os brasileiros.” completa Françoise.

 

“Essa campanha é muito importante e oportuna. Os governos e a sociedade precisam estar fortemente envolvidos no enfrentamento do trabalho infantil e percebê-lo como um obstáculo para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, principalmente do direito à educação", diz Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil. "O trabalho infantil ainda é uma das causas que impedem a frequência escolar e a aprendizagem de milhares de meninas e meninos. Muitas crianças acabam deixando a escola para trabalhar e ajudar na renda familiar ou mesmo para cuidar dos serviços domésticos.” finaliza.

Fonte: Cipo Comunicação Interativa