Quinta dição da Flipipa acontece em agosto

10/07/2014


Nomes consagrados da literatura, muita cabeça pensante em debates envolventes, tendo como cenário uma das mais paradisíacas faixas litorâneas do Rio Grande do Norte. Eis o apelo irresistível para quem é apaixonado por ideias e livros, belezas naturais e aprecia um turismo de conteúdo numa região de perfil multicultural: esse lugar é a praia da Pipa, nos dias 7, 8 e 9 de agosto, na 5ª edição do Festival Literário da Pipa-FLIPIPA. 

O cenário é perfeito para atiçar o caldeirão de ideias e escritas de algumas personalidades literárias brasileiras. Vão estar lá Jorge Mautner, Ariano Suassuna, José Carlos Capinan, José Miguel Wisnik, Rodrigo Lacerda, Mário Magalhães e Gereba Santos com abordagens vão transitar entre o romance e  a memória, passando pelas biografias e ícones como Carlos Lacerda e Leminski. 

“As quatro edições anteriores foram exitosas e a quinta anuncia que o Festival Literário da Pipa é compromisso certo dos amantes da literatura”, festeja o curador do Flipipa, Dácio Galvão. Ao fazer um breve balanço das quatro primeiras edições, fica fácil entender essa afirmação.

Pela tenda literária praiana — que começou pequenininha em 2009, na praça do Pescador, e hoje é um dos espaços mais agradáveis do festival — já passaram Marina Colasanti, Lobão, Danuza Leão, Heloísa Buarque de Holanda, Raimundo Carrero, Daniel Piza, Ronaldo Correia de Brito, Daniel Galera, Rafael Coutinho, Mia Couto, Frederico Pernambucano de Mello, Laurentino Gomes, Marçal Aquino, Geraldo Carneiro, João Ubaldo Ribeiro, João Gilberto Noll, Raimundo Arraes, Miguel Sousa Tavares, Fernando Morais, Carlito Azevedo, Marcos Silva, Eucanaã Ferraz, Thelma Guedes, Arnaldo Antunes, Rubens Figueiredo, David Arrigucci Jr, entre outros.

 

 

ACESSO LIVRE

Outra característica peculiar do Flipipa é ser democrática. O evento mantem o acesso livre a toda a programação, pois não há cobrança de ingresso nem credenciamento para participar. Aliado a isso o Flipipa se fortalece como projeto voltado para melhoria da qualidade de vida da comunidade em que atua, através de seu braço educativo a partir das ações pensadas e desenvolvidas pela sua curadoria e pelos parceiros como Sesc/Fecomércio, Sebrae e Sesi/Fiern.

Esse foco agregador colocou o nome do Flipipa como um dos exemplos da reportagem da revista Época (outubro/2012) sobre “Eventos que transformam — como os festivais alteram a vida cultural e a própria vocação econômica de vários municípios brasileiros”. Na reportagem, o Flipipa aparece ao lado de grandes eventos de famas internacionais, como a própria Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival de música Campos do Jordão, o Festival Internacional de Cinema de Gramado, O Festival Gastronômico e Cultural de Tiradentes, entre outros.

O FlIPIPA 2014 é uma realização do Projeto Nação Potiguar e Fundação Hélio Galvão. Tem patrocínio da Ecocil, e parceiros Sistema Fecomércio/Sesc, Fiern/Sesi, Rede Intertv Cabugi, Sebrae RN, além de apoio cultural da Associação de Hoteis e Pousadas da Pipa, Hotel Ponta do Madeiro, Vitaminas FDC, Tribuna do Norte, Cooperativa Cultural Universitária e Mariz Comunicação

SERVIÇO

5º Festival Literário da Pipa – Flipipa

De 7 a 9 de agosto. Realização: Fundação Hélio Galvão

e Projeto Nação Potiguar.

Produção Executiva: Candinha Bezerra

Curadoria: Dácio Galvão

Assessoria de Imprensa: Fato Novo Comunicação

Dionísio Outeda (Assessor). Tel.: 84 88208769/ 99743839

Fixo: 84 2010-0517


Site: www.flipipa.org

 

#FLIPIPA2014

PROGRAMAÇÃO DA TENDA LITERÁRIA

De 07 a 09 de agosto

Local: Estacionamento de Pipa

 

Dia 07.08 – Tenda literária

19h Mesa 1  “Jorge Mautner, o Filho do Holocausto”

Com Jorge Mautner

O romance autobiográfico lançado em 2006, que resultou no filme dirigido por Heitor D'Alincourt, e Pedro Bial, é um dos temas dessa mesa. Cantor, compositor e escritor brasileiro. Filho de judeus, aprendeu a tocar violino aos cinco anos e, aos 15 escreveu seu primeiro livro, Deus da chuva e da morte. O livro foi publicado em 1962 (premiado com o Jabuti) e compõe, com Kaos (1964) e Narciso em tarde cinza (1966), a trilogia hoje conhecida como Mitologia do Kaos. Poeta maldito, escreveu ao todo 12 livros, além de seu trabalho na música: Após o golpe militar de 1964, é preso. É liberado, sob a condição de se expressar mais "cuidadosamente". Em 1966, vai para os Estados Unidos, onde trabalha na Unesco e trabalha na tradução de livros brasileiros. Também dava palestras sobre esses livros para a Sociedade Interamericana de Literatura. A partir de 1967, passa a trabalhar como secretário do poeta Robert Lowell. Conhece Paul Goodman, sociólogo, poeta e militante pacifista anarquista da nova esquerda, de quem recebe significativa influência. Em 1970, vai para Londres, onde se aproxima de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Volta ao Brasil e começa a escrever no jornal O Pasquim. Conhece Nelson Jacobina, que será seu parceiro musical nas décadas seguintes. Em 1987 lança, com Gilberto Gil, o movimento "Figa Brasil" no show O Poeta e o Esfomeado, ligado ao movimento Kaos, voltado à discussão da cultura brasileira. Compôs algumas obras-primas da música brasileira, como Maracatu Atômico, Vampiro e Lágrimas Negras.

Mesa 2 – “Toda a poesia mora em Paulo Leminski”

20h30

Com José Miguel Wisnik

A poesia de Paulo Leminski revela uma síntese entre a coloquialidade e o rigor da construção formal, herdada da estética concretista. O humor está presente em boa parte de sua obra poética, assim como a influência melódica da canção popular e trocadilhos da cultura popular. Talvez isso possa explicar o sucesso que a poesia continue a fazer entre as novas gerações, mais de vinte anos após sua morte. O Músico e ensaísta José Miguel Wisnik, convidado para compor a mesa sobre Leminski, abordou esse “fenômeno” sua coluna no jornal O Globo: “Um corpo estranho tem atravessado como um cometa a lista dos best-sellers nas últimas semanas: o volume “Toda poesia” de Paulo Leminski. Um catatau cor de laranja em meio aos não sei quantos tons de cinza, um quinau de poesia flanando distraidamente em meio à corrida dos mais vendidos, com um pique vencedor (estou brincando, aqui, com o título de um dos seus livros, o “Distraídos venceremos”). Como diz o poeta curitibano, a poesia é um inutensílio que não tem nenhuma outra justificativa que não seja a própria razão de ser da vida, e de fazer parte, como o orgasmo e a amizade, daquelas coisas que não precisam ter um porquê: pra que porquê?”.

 

Dia 08.08 – Tenda literária

19h

Mesa 3 – “A Saga dos Lacerda: Do final do império a Era Vargas”

Com Rodrigo Lacerda

Neto do político Carlos Lacerda, o escritor e historiador Rodrigo Lacerda falará sobre seu livro “República das Abelhas”, obra que descreve o percurso familiar de três gerações de políticos: do abolicionista Sebastião Lacerda; dos filhos Maurício, Fernando e Paulo; e do neto, Carlos Lacerda (seu avô). Considerado um dos políticos mais controversos da história do Brasil, Carlos Lacerda foi para uns o salvador da pátria, para outros, não passou de um reacionário feroz. Pai, tios e avô tiveram participação igualmente decisiva nos principais lances da política brasileira, da Primeira República ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. Uma saga familiar que se confunde com a própria saga brasileira, da cultura política do país, sobre os rumos que o país tomou e que influenciam nossa vida até hoje. Rodrigo é formado em História pela USP. Seu primeiro livro, O mistério do Leão Rampante, foi publicado em 1995, pela Atelier Editorial. A obra foi uma das ganhadoras do Prêmio Jabuti em 1996, mesmo ano em que o autor lançou seu segundo romance, A Dinâmica das Larvas: Comédia Trágico-Farsesca. Trabalhou na própria Nova Fronteira e também nas editoras Edusp, Nova Aguilar, Cosac & Naify, Mameluco Produções e Duetto, pela qual editou a coleção Deuses da Mitologia.

 

Mesa 4 – “Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo”

20h30

Com Mário Magalhães

A vida de Carlos Marighella (1911-69) foi tão frenética quanto surpreendente. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar - a Ação Libertadora Nacional -, esse mulato de Salvador era também um profícuo poeta, homem irreverente e brincalhão. Nesta biografia, o jornalista e escritor Mário Magalhães investiga as muitas facetas do biografado e apresenta uma narrativa repleta de revelações. Em ritmo de thriller, reconstitui com realismo desconcertante passagens pela prisão, resistência à tortura, operações de espionagem na Guerra Fria e assaltos da guerrilha a bancos, carros-fortes e trem-pagador. Mário nasceu no Rio de Janeiro, em abril de 1964. Formou-se em jornalismo na Escola de Comunicação da UFRJ. Trabalhou nos jornais Tribuna da Imprensa, O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, no qual foi repórter especial, colunista e ombudsman. Recebeu cerca de vinte prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior, entre os quais o Every Human Has Rights Media Awards, o Prêmio Vladimir Herzog, o Prêmio Dom Hélder Câmara e o Prêmio Esso de Jornalismo.

 

 

 

Dia 09.08 – Tenda literária

19h

Mesa 5 “Capinan e a Tropicália”

Com José Carlos Capinan e Gereba Barreto

Esta palestra-recital marca o encontro deste que é um dos maiores poetas compositores do País, com o virtuosismo do cantor e violonista Gereba Barreto. Pontuado de música e histórias o encontro vai destacar a obra de Capinan. Nascido na cidade baiana de Esplanada, José Carlos Capinan é considerado um dos grandes letristas de sua geração, tendo participado ativamente do movimento tropicalista no fim da década de 60. Poeta desde a adolescência, mudou-se para Salvador aos 19 anos, onde iniciou o curso de Direito, na Universidade Federal da Bahia. Fez amizade com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na época cursando, respectivamente, as faculdades de Filosofia e de Administração de Empresas. Em 1964, deixou Salvador para morar em São Paulo, onde inicia os primeiros poemas de seu livro de estreia, “Inquisitorial”. Anos depois, volta à capital baiana, desta vez para fazer Medicina. Participa do primeiro disco de Gilberto Gil, em 1966, dividindo a parceria na faixa “Viramundo”. No mesmo ano, sua música “Canção para Maria”, defendida e composta em parceria com Paulinho da Viola, é um dos destaques do II Festival de Música da Record. Em seguida vence, com Edu Lobo, o Festival da Record de 1967, com a canção “Ponteio”. Volta a se aproximar de seus conterrâneos – compõe com Gil o clássico “Soy Loco por Ti, América”, e integra o histórico disco “Tropicália” (68), ao lado de Caetano, Gil, Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto. Como Jards Macalé compôs  “Gotham City , Fagner (em “Como se Fosse”) e Geraldo Azevedo (em “For All Para Todos”). Em 2000, compôs a ópera “Rei Brasil 500 Anos” ao lado de Fernando Cerqueira e Paulo Dourado, uma crítica as comemoração dos 500 anos de Descobrimento do Brasil, e dividiu parceria nos novos discos de Tom Zé (em “Perisséia”) e de Sueli Costa (em “Jardim”).

Mesa 6 – “O Romance no contexto do Nordeste Brasileiro”

20h30

Com Ariano Suassuna

Nascido em João Pessoa, em 1927,e radicado em Recife Ariano Suassuna é um dos nomes centrais do teatro e da narrativa brasileira. Começou a escrever para o palco quando estudante de direito em Recife, e conquistou projeção com o “Auto da Compadecida” (1955), traduzido para vários idiomas e adaptado para o cinema e a televisão. Suas ideias estéticas desembocaram em 1970 no Movimento Armorial, voltado para as formas populares de expressão artística. Nesse veio publicou, no ano seguinte, o romance A pedra do reino. A trilogia de "Romance d'a Pedra do Reino" seguiu-se com "Príncipe do Sangue que vai-e-volta", que teria sequência em 1976, com a "História d'o Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana". Em 1989, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

 

PIPINHA LITERÁRIA

07/08 – Manhã e tarde

Bibliosesc - Bliblioteca Itinerante

Ação Sesc de Incentivo à Leitura com autores convidados

Local: Caminhão Bibliosesc e Tenda literária

Tenda Sesc Literária

- Grupo SESC Dramaturgia apresenta encenações de obras literárias

Cozinha Brasil SESI

Oficinas e degustações

Tenda de Artesanato Sebrae/RN

08/08

TENDA LITERÁRIA

Ação Sesc de Incentivo à Leitura com autores convidados

Local: Caminhão Bibliosesc e Tenda literária

Tenda Sesc Literária

- Grupo SESC Dramaturgia apresenta encenações de obras literárias

Cozinha Brasil SESI

Oficinas e degustações

Tenda de Artesanato SEBRAE/RN

 

09/08

TENDA LITERÁRIA

Ação Sesc de Incentivo à Leitura com autores convidados

Local: Caminhão Bibliosesc e Tenda literária

Tenda Sesc Literária

Grupo SESC Dramaturgia apresenta encenações de obras literárias

Cozinha Brasil SESI

Oficinas e degustações

Tenda de Artesanato SEBRAE/RN