Hillary ou Trump: Nesta terça novo presidente dos EUA será escolhido

08/11/2016


Foto: Internet
Um dos dois, a democrata Hillary Rodham Clinton, 69, ou o republicano Donald John Trump, 70, será escolhido nesta terça-feira (8) como o 45º presidente dos Estados Unidos da América, após 17 meses, mais de US$ 2 bilhões arrecadados e um sem-fim de insultos numa campanha que ameaça como poucas a coesão projetada 240 anos atrás no nome da nação.
 
Ela chega com um favoritismo frágil. Na média de pesquisas, está três pontos à frente dele, margem mais estreita do que os sete pontos que os separavam há 20 dias, mas acima dos dois pontos de distância no começo do mês.
 
Os maiores campos de batalha são Estados ainda indefinidos e que, em projeção do site Real Clear Politics, somam 171 votos no Colégio Eleitoral —o sistema que aponta o presidente e é composto por 538 delegados, incumbidos de representar os eleitores dos 50 Estados americanos.
 
Um candidato precisa ter apoio de ao menos 270 deles (metade mais um). Espere emoção: Hillary está à frente nos maiores Estados ainda em jogo, Flórida e Pensilvânia (juntas, 49 delegados), mas dentro da margem de erro das pesquisas.
 
Ou seja, ainda que venha a ser estreita na votação popular, a vantagem de Hillary pode se tornar bem mais larga no Colégio Eleitoral, caso ela consiga vencer num Estado de peso como a Flórida.
 
A força da democrata vem das minorias, sobretudo a latina. Em ascensão demográfica, o eleitorado costuma ser mais desmobilizado do que outros grupos, mas poderá votar em peso contra o homem que promete construir um muro "muito lindo e muito alto" na divisa com o México.
 
Trump aposta na "maioria silenciosa". Evocada por Richard Nixon em 1969 e popular entre conservadores, a expressão é um apelo a um país que se contrapõe às demandas de grupos minoritários.
 
Trump ganharia se o ano fosse 1919, último antes da incorporação do voto feminino na Constituição americana: hoje o empresário acusado de assediar ao menos 11 mulheres tem dez pontos de vantagem entre eleitores homens.
 
A fonte de energia do republicano são brancos sem diploma universitário, vindos de uma classe operária nostálgica por um passado de glória industrial e ressentida com um governo que estaria pondo minorias na frente da fila.
 
Para se tornar a primeira mulher presidente dos EUA, Hillary precisa convencer seu eleitorado a ir às urnas num país onde o voto é facultativo.
 
Seu nome não entusiasma tanto quanto o de Barack Obama numa das bases mais sólidas dos democratas. Pesquisas apontam que 9 em cada 10 negros, 12% da população, a preferem.
 
Números da votação antecipada, contudo, mostram retração desse grupo. Para ajudá-la, o presidente resgatou em comícios um personagem de sua campanha de 2008: o "preguiçoso" primo Pookie, que adora reclamar da vida, "mas ficou no sofá vendo futebol em vez de votar nas cinco últimas eleições".
 
O sucessor de Obama terá o desafio de reconciliar essa América partida, após um pleito que potencializou uma polarização há anos em marcha.

Fonte: Com informações do UOL