Romance de Aguinaldo Tadeu propõe visão diferente sobre Proclamação da República

19/05/2020


 
Muitos dos livros de História com os quais os professores trabalham em salas de aula, principalmente nas primeiras fileiras da educação básica e fundamental, costumam ser convergentes em vários pontos e aspectos sobre feitos e vultos históricos. Mas a História, não sendo uma ciência exata, muitas vezes não consegue retratar a realidade passada com a devida imparcialidade ou exatidão dos fatos, gerando sobre um mesmo tema pontos divergentes. À luz de novas descobertas e pesquisas, um dado histórico pode ser revisto e recontado. Nesse sentido, não faltam nas prateleiras das livrarias obras em que os repassados meandros da História recebem novas luzes e esclarecimentos ou, quando não, novas interpretações a fatos já consagrados. 
 
O escritor Aguinaldo Tadeu propõe algo nessa linha com o seu livro A mulher que proclamou a República: um romance histórico que busca trazer nova luz sobre esse momento determinante de nossa História. 
 
Em lançamento pela editora Penalux, o livro sugere que a proclamação não foi feita pela convicção republicana do imponente marechal Deodoro, mas, sim – vejam só – por dor de cotovelo e orgulho ferido de um homem apaixonado. E por quem? Pela bela e misteriosa Baronesa do Triunfo. 
 
Para Aguinaldo, a História do Brasil está repleta de surpresas. “Os livros didáticos trazem apenas uma versão da História”, afirma. “Meu livro pretende trazer uma nova visão sobre o evento da Proclamação da República”. E comenta: “A mistura do público com o privado é recorrente na política brasileira”.
 
Sustentado por ampla bibliografia, este livro surpreende ao dar voz ao controverso marechal Deodoro, personagem principal do enredo, trazendo uma visão alternativa desse acontecimento decisivo na História do Brasil.
 
André Giusti, escritor e jornalista, escreveu na orelha do livro que a paixão por uma mulher “é capaz de derrubar um monarca e mudar a forma de governo e organização política de um país. Aguinaldo Tadeu, neste romance, mistura ficção e realidade, atravessando os anos que antecederam a queda de Dom Pedro II e chegando a um período curto e posterior ao 15 de novembro de 1889. Usando sem parcimônia a força do diálogo, o autor mescla a história do Brasil com a hipotética vida privada de um de seus maiores vultos. No livro, Deodoro da Fonseca abre o coração para Alcides, um serviçal que conquista a confiança do primeiro presidente do país. E nessas confidências, o leitor descobrirá que o homem apaixonado e tomado de ciúmes, citado logo na primeira linha, é ninguém menos que o próprio Deodoro. Mas há mais surpresas nas longas conversas reveladoras”. 
 
Em busca dessas surpresas, cabe agora aos leitores mergulhar nessa aventura histórica. O livro pode ser adquirido diretamente pela livraria da editora. 
 
 
TRECHO:
 
Velho e doente, após deixar a Presidência da República, o marechal Deodoro da Fonseca, recolhido em sua casa, resolve contar os segredos de sua vida ao seu ambicioso secretário particular, Alcides. Entre essas histórias, está o verdadeiro motivo de ter proclamado a República, mesmo sendo um fervoroso monarquista, fiel e grato ao imperador. Durante essas conversas, o livro apresenta um Deodoro irônico, amargurado, apaixonado, explosivo e sincero, longe do mítico personagem dos livros didáticos, que passa a limpo o Brasil de seu tempo, mostrando a sua visão sobre figuras como Dom Pedro II, a princesa Isabel, Benjamin Constant, Visconde de Ouro Preto. Personagem importante na Monarquia e na República, Deodoro rasga seu coração sem meias palavras e nos conta suas vitórias, derrotas, casos de amor e decepções. Do outro lado da mesa de centro de seu gabinete, Alcides, seu secretário, que serviu tanto ao imperador quanto ao primeiro presidente, também tem seus segredos para contar. 
 
SERVIÇOS
 
A mulher que proclamou a República, Aguinaldo Tadeu – romance (332 p.), R$ 45 (Penalux, 2020). 
 
Link para compra:
https://www.editorapenalux.com.br/loja/a-mulher-que-proclamou-a-republica
 
O AUTOR
 
Aguinaldo Tadeu nasceu em Belo Horizonte, morou em diversas cidades e, atualmente, anda meio perdido pelas tesourinhas de Brasília. É formado em História e autor de outros seis livros, passando por contos, romance, literatura infantil e poesias. Entre eles, está O dono do rádio, contos, Giostri Editora, 2011, vencedor da Bolsa de Criação Literária da Funarte. Gosta de contar e ouvir casos, os reais e os imaginários, tomando um café de rapadura à beira de um fogão à lenha. Acredita nas coisas mais simples da vida e vive com a cabeça nas nuvens.