Rio Grande do Norte: Quase 94% dos hotéis retomarão atividades até setembro

10/08/2020


 
Uma pesquisa realizada pela seccional do Rio Grande do Norte da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RN) mostrou que 93,7% dos hotéis associados devem retomar suas operações até o mês de setembro. Deste total, a maioria (38,4%) pretende retomar as atividades somente no mês de setembro. O levantamento mostrou ainda que 25,5% dos hotéis já está em operação, enquanto outros 8,5% estão abrindo as portas agora no mês de julho. Completam a lista os hotéis que pretendem retomar as operações em agosto (21,3%). O restante prevê a retomadas somente após o mês de outubro (6,3%).
 
A pesquisa inclui os 47 hotéis associados da ABIH-RN, distribuídos por sete municípios do estado (Mossoró, São Miguel do Gostoso, Touros, Extrema, Natal, Nísia Floresta e Pipa/Tibau do Sul).
 
“Nessa retomada, somente teremos o turismo regional, que não sustenta a demanda que possuímos, assim, mesmo que os hotéis estejam abertos, até que voltemos a ter mais voos, e, em consequência os turistas de outros estados mais distantes, os hotéis, se abertos, irão operar no prejuízo, razão pela qual os grandes hotéis não veem perspectiva de abertura, e aguardam por condições mais favoráveis”, afirma José Odécio, presidente da ABIH-RN.
 
Com a suspensão das atividades em março, na maioria dos hotéis, Odécio prevê uma recuperação lenta no restante do ano, o que levará a prejuízos operacionais. A estimativa da ABIH-RN é de um impacto de R$ 450 milhões na hotelaria do estado até o fim de 2020.
 
“Nos últimos 4 meses o setor vem enfrentando a mais grave crise jamais vivida, e isso teve um impacto avassalador na saúde financeira das empresas, o que gerou, conforme pesquisa entre os nossos associados, o desemprego de mais de 60% da mão de obra do setor. Hoje estamos ainda com mais de 60% dos hotéis fechados, e os que abriram tem baixíssima taxa de ocupação, não superando os 10%. Estimamos até agora uma perda de receita de mais de R$300 milhões, e projeção de perdas ainda de mais de R$450 milhões até o final do ano se a crise perdurar, com o risco de falência de muitas empresas”, afirma.