A lógica da diferença

14/09/2020

Por: Janduhi Medeiros
 
 
Parnamirim já viveu dias melhores na gestão pública, fruto de políticas sociais, econômica e administrativa corretas de agentes públicos que ficaram na memória coletiva da população. Hoje, a cidade vive num isolamento de ações política e de perspectiva, infelizmente.
 
Xavantes ultrapassados bombardeiam nossos sonhos!
 
Nova Parnamirim, o maior bairro da cidade, prefere ser reconhecido como parte de Natal do que da cidade que alimentou sua valiosa urbanização. Ou seja, parte significativa da população não tem orgulho do seu chão.
 
É angustiante saber que Parnamirim está sem rumo e não consegue oferecer autoestima à população.
 
Há tempo que Parnamirim não tem uma obra significativa inaugurada e muitos serviços sociais estão sendo desativados, por ausência de respeito aos compromissos assumidos com a população, de inércia política e falta de humanidade. A ingratidão pautou o sentimento da vaidade.
 
Poderíamos compreender tudo isso se Parnamirim fosse uma cidade pequena, sem autonomia financeira, dependendo exclusivamente de recursos do Fundo de Participação. Mas não é o caso, trata-se da terceira maior cidade das terras de Poty e a que mais se desenvolveu nos últimos anos.
 
Se continuar assim, a cidade vai crescer cada vez mais para baixo, como rabo de quadrúpede.
 
Pior, o gestor atual não tem palavras para cumprimentar e dialogar com o povo. Não sabe nem tem interesse, pensa que as condecorações da vaidade são suficientes para deixar a população calada e com medo.
 
Dialogar com os seguimentos sociais representa vontade política, capacidade, respeito humano e político. O silêncio representa escuridão, incapacidade, atraso e, muitas vezes, ingratidão.
 
Na Educação, na Saúde, na Segurança, nos Serviços Públicos, nos Projetos Econômicos e Sociais precisamos de pessoas competentes e que saibam usar a competência, espírito público e as palavras para dialogar com os setores envolvidos, fazendo a interlocução correta entre o povo e os pontos que possam ajudar o município se desenvolver.
Uma gestão que não tem capacidade de formular políticas de desenvolvimento para o município precisa sair para dar lugar a quem oferece essas possibilidades, pois é melhor para todos e para as gerações futuras.
 
Amigos e amigas parnamirinenses, nesse período de articulações políticas, sobre o processo sucessório de nossa cidade, decidimos declarar apoio a Mauricio Marques e Airene Paiva, por entender que é melhor para Parnamirim.
 
Em novembro vamos escolher o futuro prefeito da cidade. Se fizermos uma comparação entre os candidatos, vamos perceber facilmente que Maurício Marques é melhor para a cidade.
 
Tem experiência política e administrativa, provou que sabe respeitar os compromissos e o povo, os seguimentos sociais; caminhar pelas veredas dos desafios e, com parcimônia consegue enfrentar as questões e encontrar soluções.
 
Uma cidade com vocação histórica para grandes voos pode, sim, oferecer melhores condições para a população, e é isso o que queremos.
 
A cidade se arrasta suplicando socorro e a população, sobretudo os mais vulneráveis, choram nos becos apodrecidos pelo esquecimento.
 
Lamentavelmente, esse é o diagnóstico da conjuntura política e administrativa da nossa cidade nos dias de hoje. Porém, é possível construirmos uma alternativa.
 
Parnamirinenses, precisamos eleger novos e verdadeiros compromissos para reerguermos nossa cidade. Precisamos de soluções urgentes para a crise sanitária, ambiental e da saúde; aprender as lições que Jan Genhl, respeitado filósofo e observador da qualidade de vida nas cidades. Ele nos oferenda as lições necessárias, afirmando que ações bem executadas podem oferecer uma cidade melhor aos nossos filhos, com políticas de transportes públicos eficientes, com utilização inteligente dos espaços e dos serviços públicos, para que as ruas e praças tenham tráfegos e passeios aprazíveis e humanizados, pontos fundamentais para o desenvolvimento da qualidade de vida e de atração para investimentos públicos e privados, oferecendo dinâmica que amplia a vitalidade, segurança e sustentabilidade dos espaços urbanos, no respeito e valorização das expressões individuais e coletiva, tornando a cidade mais bela e mais acolhedora, como berço fraterno e sentimental da comunidade.  
 
A base desse novo governo é a participação efetiva do povo nas sugestões e debate, cabendo ao novo gestor dialogar com todos, respeitando a diferença ideológica é a de classe social. Desenvolver módulos tecnológicos para possibilitar atendimentos com hora marcada, agilizando serviços em favor do cidadão, minimizando custos e fazendo a máquina administrativa girar com mais eficiência; formular e criar aplicativos para estimular serviços básicos, como moto taxistas, táxi por aplicativos, restaurantes, lanchonetes e muitos outros serviços, permitindo a ampliação de pequenas empresas e, por conseguinte, geração de empregos; reativar a construção civil, buscando projetos de casas populares e de unidades que possam atender a expansão imobiliária de todos os seguimentos; valorização de pólos turísticos, com uma melhor urbanização das praias e atividades culturais permanentes e valorização do servidor público.
 
Em razão dessa mudança, amparada na participação e no diálogo, teremos uma cidade mais fraterna e justa para todos, mais autônoma e mais feliz.
Parnamirim é uma cidade de oportunidades e precisa da participação do povo e de um governo que tenha sensibilidade para compreender isso.
Nessas eleições, a lealdade vai vencer a ingratidão, com a força de todos.