Desemprego no Brasil sobe e atinge recorde, aponta IBGE

30/09/2020


 
O índice de desemprego no Brasil subiu e chegou a 13,8% em julho deste, apontou o IBGE em pesquisa apresentada nesta quarta-feira (30). A taxa de desocupação, que atinge 13,1 milhões de pessoas, é a maior já registrada pelo IBGE em sua série histórica, que começou em 2012. Na medição anterior, encerrada em abril, o índice era de 12,6%.
 
Os dados, coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), apontam que 7,2 milhões de pessoas saíram da população ocupada do país entre os meses de abril – primeiro mês de efeitos mais graves da pandemia. A população ocupada é, no momento, a menor já registrada pelo instituto.
 
Na análise por setores, o setor e comércio foi o que mais demitiu em números: 1,6 milhão de vagas a menos, uma queda de 9,7% do quadro de vagas. A área de "alojamento e alimentação" demitiu 1,1 milhão neste período, uma queda de 23,2%. Setores como Indústria – 8%, ou 916 mil pessoas a menos, construção (9,5%, 559 mil vagas) e transporte, armazenagem e correio (11,9%, 562 mil pessoas) também sofreram queda. Já setores como agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais se mantiveram estáveis no período.
 
A Pnad também revelou que a subutilização da força de trabalho é a maior já registrada, e que números como o de empregos com carteira assinada, população na força de trabalho e de trabalhadores domésticos chegou a mínimas históricas. A pesquisa também apontou um recorde nas populações desalentadas (desempregados que não buscam emprego), que agora somam 5,8 milhões de pessoas.
 
Apesar disso, o rendimento médio real habitual do brasileiro subiu no período, chegando a R$ 2.535 neste trimestre . O valor apontado é 4,8% maior ao trimestre anterior e 8,6% maior em relação ao mesmo trimestre de 2019.
 

Fonte: Guilherme Mendes / Congresso em Foco