Espetáculo "Meu Seridó" inicia ciclo de apresentações virtuais nesta sexta

16/10/2020


Foto: Brunno Martins
 
O “Sementes do Meu Seridó”, um dos 18 projetos patrocinados pela Cosern e pelo Instituto Neoenergia, por meio do edital Transformando Energia em Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo, realiza a partir desta sexta-feira (16) um ciclo de apresentações virtuais do espetáculo teatral “Meu Seridó”.
 
A programação acontecerá sempre a partir das 20 horas no canal do YouTube da Casa de Zoé conforme o seguinte cronograma: Acari (16), Florânia (17), Parelhas (18), Umarizal (23), Currais Novos (24) e Carnaúba dos Dantas (25), cidades contempladas pelo projeto “Sementes do Meu Seridó” (leia mais abaixo).
 
De acordo com Renata Chagas, Diretora-Presidente do Instituto Neoenergia, dentre muitos segmentos, o de arte e cultura foi um dos mais afetados economicamente pela pandemia, impactando toda sua cadeia produtiva. “Como Arte e Cultura é um dos pilares de nossa atuação, percebemos que era importante a realização de um projeto como “Sementes do Meu Seridó” nesse momento para ajudar esses profissionais na proposição de novas ações e, especialmente, a pensar nessa nova reconfiguração pós pandemia, que ainda não sabemos como será, mas que exigirá, certamente, mais persuasão na proposição de projetos”, diz Renata.
 
O espetáculo “Meu Seridó”, que entrou em circulação deste o final de 2017, narra a história do Seridó de forma poética e bem-humorada, valorizando os costumes e tradições típicos de uma das regiões mais importantes do estado. Com o objetivo de proporcionar uma experiência imersiva ao espectador, antes de cada apresentação haverá um bate-papo entre membros da Casa de Zoé e anfitriões das cidades contempladas, havendo, portanto, uma ligação mais íntima entre as apresentações e o público que irá acompanhar via internet.
 
Estratégia digital em tempos de distanciamento
 
A peça foi pré-gravada em estúdio e contou com utilização de quatro câmeras, absorvendo o melhor dos aparatos tecnológicos no sentido de proporcionar a sensação única de estar no palco acompanhando a evolução da história do Seridó, narrada pelo espetáculo.
 
"As quatro câmeras resultaram em mais de 12 horas de filmagens em inúmeros takes, até todo esse processo captado de forma fragmentada se unir e fluir numa coisa só, paradoxalmente preservando a condução natural de quando a peça é apresentada presencialmente, preservando a endorfina artística", afirmou Carito Cavalcanti, que dirigiu a gravação do espetáculo.
 
Projeto “Sementes do Meu Seridó”
 
As apresentações em ambiente virtual acontecem como culminância do projeto "Sementes do Meu Seridó", que desde setembro realiza uma série de atividades formativas e bate-papos com personalidades seridoenses através das redes sociais da Casa de Zoé.
 
César Ferrario, diretor do "Meu Seridó", destaca que a transposição de um espetáculo teatral do palco para as plataformas virtuais oferece riscos, desafios, porém, novas possibilidades. "A grande questão é manter as características da criação primeira que foi feita para o tablado, para a relação presencial, mantendo ao máximo possível essas características na captura da obra pelo audiovisual", sublinhou.
 
"Entendendo que de alguma forma haverá uma depreciação, enquanto seu propósito original. Porém, entendendo que essa não é uma opção, mas uma circunstância colocada, o que nos cabe agora é aproveitar ao máximo possível os ganhos que essa nova situação pode oferecer. Pensar, por outro lado agora, o Meu Seridó poderá chegar em qualquer parte do mundo e que as pessoas poderão aproveitar a obra no aconchego das suas casas", afirmou.
 
Capacitações de professores da rede pública
 
Ainda no mês de setembro, o projeto teve início com uma série de atividades formativas realizadas em ambiente virtual, voltadas para professores da rede pública de ensino e que teve como facilitador o Professor Dr. Helder Macedo.
 
A oficina "Sementes do Meu Seridó" teve como objetivo discutir junto aos docentes da rede pública das cidades elencadas, aspectos históricos que emergem do texto dramatúrgico do espetáculo "Meu Seridó", do autor Filipe Miguez, realçando suas conexões com a literatura regional e com as fontes históricas.
 
"As oficinas se constituíram como um trabalho preparatório no sentido de discutir os conteúdos da história e da cultura do Seridó que estão no espetáculo e discutir esses aspectos junto aos professores. Foi uma experiência rica e gratificante, pois tive que fazer a transposição didática de todo conteúdo do espetáculo para os professores", explicou Helder Macedo.
 
Outra ação realizada pelo projeto foi a realização de lives pelas redes sociais com várias personalidades do Seridó, como forma de preservar a memória e ressaltar a diversidade de pensamentos do povo seridoense.