"O cordel já deveria estar nas escolas há muito tempo", afirma cordelista

19/01/2021

Por: Redação PN

 

 

        Nesta terça-feira, no jornal Potiguar Notícias - Primeira Edição, a jornalista Heloísa Macedo entrevistou a poetisa e cordelista Minerva Gomes, que falou sobre os desafios dos artistas do cordel neste período de pandemia, além dos seus projetos e da importância do ensino da poesia nas salas de aula.

         Minerva, que é filha do mestre Xexéu, cordelista renomado em todo o país, ressaltou que as lives foram fundamentais para a sobrevivência dos artistas durante a vigência da pandemia, sobretudo pelo fato de muitos deles viverem exclusivamente do trabalho cultural. Segundo ela, a Lei Aldir Blanc também foi relevante para a manutençao das atividades dos cordelistas.

          Em relação às suas produções futuras, a cordelista afirma: "de certa forma, a pandemia serviu para todos como uma espécie de alerta. No meu caso, funcionou como uma forma de estímulo para escrever, elaborar diversos projetos e terminar meu livro, que é um trabalho relacionado à educação e à poesia. Em outras palavras, a pandemia, de certa forma, me abriu novas perspectivas de superação em um momento de crise".

         No que se refere à importância do cordel para incitar o hábito da leitura nos jovens, a poetisa enfatiza:"o cordel já deveria estar nas escolas há muito tempo, tendo em vista que é uma arte que desperta a ludicidade e possui muitos materiais que são adequados para se trabalhar com crianças e adolescentes. Inclusive, eu defendi com veemência a inserção do cordel para alunos do fundamental 1, uma vez que as crianças sentem a necessidade de interagir através das páginas da poesia", finaliza a poetisa.