"É preciso combater a violência e o preconceito social", diz colunista trans

03/03/2021

Por: Redação PN

 

 

         Nesta quarta-feira, no jornal Potiguar Notícias - Primeira Edição, a jornalista Andrezza Tavares entrevistou a professora Bia Crispim, colunista do Portal Potiguar Notícias, que falou sobre os preconceitos contra o universo LGBTQ, além do seu trabalho como colunista.

         Segundo a colunista, que é a única professora travesti da rede privada de ensino na história da educação do Rio Grande do Norte, ser uma mulher trans no Brasil, que é um dos países com maior índice de assassinatos desse grupo de pessoas, constitui-se como um desafio. Para ela, no entanto, é preciso combater a violência e o preconceito da sociedade, a fim de conquistar espaços nas mais diversas instâncias.

          Em relação à importância da representatividade do público LGBTQ, a professora ressalta: "as representações são relevantes para quaisquer segmentos, uma vez que nós aprendemos e replicamos aquilo que a sociedade nos apresenta. Nesse sentido, a criança vai reproduzir costumes, pensamentos e comportamentos desde muito cedo, e é dessa maneira que estabelecemos o preconceito estrutural. Portanto, a representatividade em diversas esferas sociais, seja na educação, mídia ou política, incita outras pessoas na mesma situação a se sentirem capazes de estar nessses mesmos lugares".

         No que se refere à sua atuação como colunista, Bia Crispim explica: "a minha coluna possui três aspectos principais: o primeiro ponto é voltado para a didática, no sentido de ensinar às pessoas alguns detalhes importantes da nossa representatividade; o segundo aspecto é a militância que eu desempenho, em que eu produzo crônicas que suscitam a reflexão por parte dos leitores, sobretudo no que concerne às situações de discriminação que ocorrem no Brasil; e por fim, eu exponho minha criação literária, composta por poesias e contos. Essa diversidade de temas é fundamental para que as pessoas entendam que eu não falo apenas de assuntos ligados a gênero ou à militância", finaliza.

 

Para assistir à entrevista, acesse o link: https://youtu.be/r1-rNMDGSEY