“Estamos vivendo a situação que chamamos de desastre biológico" diz Keyla Amorim

08/04/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

Em entrevista ao jornalista Pinto Júnior, no programa Jornal Potiguar Notícias 2° Edição, a vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Norte (CRP-RN), Keyla Amorim falou sobre a importância do psicólogo no cuidado da saúde mental, o papel do conselho e o trabalho desenvolvido durante a pandemia.

Já é possível afirmar que o impacto psicológico da pandemia na população brasileira será de longo prazo e exigirá da sociedade como um todo (governo, empresas e sociedade civil) uma atenção muito cuidadosa para o tema da saúde mental. “Estamos vivendo uma situação que chamamos de desastre biológico, a pandemia atravessou a vida de todo mundo. Temos muitos estudos recentes sobre a incidência de avanço dos transtornos mentais e temos a própria OMS preocupada com o impacto na saúde mental advindo dessa situação de pandemia”, afirmou a vice-presidente do CRP-RN

No contexto de uma pandemia, o Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Norte (CRP- RN) constituiu a possibilidade da atuação de psicólogos em emergência e desastres, contextos clínicos, de assistência social e saúde pública. “Na percepção da categoria profissional, temos dois movimentos: o de busca pelos profissionais para dar conta das necessidades, e o movimento de evasão dos pacientes que já viviam a experiência de psicoterapia e por conta da mudança da não possibilidade de atendimento, para determinados casos”, declarou Keyla Amorim.

Com a necessidade de usar as plataformas digitais, isso modificou as formas e possibilidades de atuação deste profissional, não se limitando somente ao atendimento físico, mas também, no ambiente digital, como o on-line. “Efetivamente, temos um aumento do número de pessoas com transtornos mentais, temos também uma diversificação desses transtornos, temos populações que são diretamente afetadas como a saúde do trabalhador e algumas coisas que são novas desse cenário por exemplo: receber pessoas que estão em situação de UTI e a família estar em outro estado e a família não poder acompanhar, ser o psicológo a mediar esse acompanhamento”, esclareceu a vice-presidente Keyla Amorim.

 

Para mais informações: (84) 99471-4455 ou https://crprn.org.br/

Para ver a entrevista na íntegra acesse: https://youtu.be/WW2jvCd-PiM